Análise Comparativa dos Anos Potenciais de Vida Perdidos por Câncer de Corpo Uterino e Útero S.O.E. nos Estados da Região Norte do Brasil (2012-2022)

Autores

  • Jéssica Corrêa Fernandes Universidade da Amazônia
  • Krysna Gabriely Carvalho Farias Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Leticia Esperança de Oliveira Menezes Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Vitor Rocha Leitão Universidade Federal do Pará
  • Renan Willian Costa da Silva Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.570

Palavras-chave:

Câncer de Corpo Uterino, Anos Potenciais de Vida Perdidos, Mortalidade, Região Norte

Resumo

Introdução:

O câncer de corpo uterino e útero sem outra especificação (SOE) é uma causa significativa de mortalidade prematura em mulheres, com impactos heterogêneos entre os estados brasileiros, especialmente na Região Norte, marcada por desafios socioeconômicos e de acesso à saúde.

Objetivos:

Avaliar e comparar os anos potenciais de vida perdidos (APVP) e a taxa ajustada por 1.000 mulheres (TAPVP) por câncer de corpo uterino e útero SOE nos sete estados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) entre 2012 e 2022, para identificar variações regionais e grupos etários de maior impacto.

Material e Métodos:

Realizou-se um estudo epidemiológico retrospectivo, tendo como fonte o Atlas de Mortalidade por Câncer do Ministério da Saúde. Os dados analisados incluíram Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) e TAPVP por 1.000 mulheres, com limite superior de 70 anos. Os valores foram estratificados por estado e faixa etária.

Resultados e Conclusão: 

TAPVP total variou de 0,14 (Acre) a 0,35 (Amapá) por 1.000 mulheres. O Pará registrou TAPVP de 0,29 e o maior APVP absoluto (12.815), seguido pelo Amazonas (4.285, TAPVP 0,21). A faixa etária 50-59 anos apresentou os maiores picos de TAPVP: 1,47 (Roraima), 1,17 (Amapá), 0,87 (Tocantins), 0,83 (Pará), 0,76 (Amazonas), 0,56 (Rondônia) e 0,44 (Acre). A faixa 40-49 anos também foi relevante, com TAPVP máxima de 1,12 no Amapá. Sem perdas significativas abaixo de 15 anos em nenhum estado. A carga de APVP por câncer de corpo uterino e útero SOE na Região Norte concentra-se nas faixas etárias de 40 a 59 anos, supondo associação a fatores típicos da perimenopausa e menopausa, sendo Amapá e Roraima os que exibem os maiores impactos proporcionais, enquanto o Pará registra a maior magnitude absoluta de perdas, sugerindo que, além das disparidades regionais, fatores como infraestrutura de saúde e logística na Amazônia desempenham papel crucial na condução do prognóstico. Os valores altos em idades produtivas sugerem que, com o envelhecimento populacional e aumento de fatores de risco metabólicos, estados como Pará e Amazonas podem enfrentar uma epidemia silenciosa de câncer de corpo uterino e útero.

 

Palavras-chave: Câncer de Corpo Uterino, Anos Potenciais de Vida Perdidos, Mortalidade, Região Norte, Epidemiologia.

 

EIXO TEMÁTICO: Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia;

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Referências

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Atlas de Mortalidade por Câncer. Sistema de Informação sobre Mortalidade - SIM. Brasília: MS, 2022. Disponível em: [https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/). Acesso em: 21 fev. 2025.

FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Estimativas populacionais 2021. Rio de Janeiro: IBGE, 2021.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA. Divisão de Vigilância. Brasília: MS/INCA/Conprev, 2022.

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Corrêa Fernandes, J., Gabriely Carvalho Farias, K., Esperança de Oliveira Menezes, L., Rocha Leitão, V., & Willian Costa da Silva, R. (2026). Análise Comparativa dos Anos Potenciais de Vida Perdidos por Câncer de Corpo Uterino e Útero S.O.E. nos Estados da Região Norte do Brasil (2012-2022). Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.570