ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA INFECÇÃO POR ASCARIS LUMBRICOIDES NOS ÚLTIMOS 10 ANOS NA REGIÃO NORTE DO BRASIL

Autores

  • Danielle Nicole Farias Pereira Universidade do Estado do Pará
  • Renata Cunha Silva Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.554

Palavras-chave:

ascaridíase, saúde pública, região Norte

Resumo

INTRODUÇÃO: A ascaridíase é uma infecção causada pelo verme Ascaris lumbricoides que afeta cerca de 25% da população mundial, sendo endêmica no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A transmissão é favorecida por fatores como clima, solo e condições precárias de higiene e saneamento. Embora muitas vezes assintomática, pode causar problemas respiratórios e intestinais, sendo tratada com antiparasitários. O Amazonas tem a maior prevalência (19,14%) e o Pará a quinta (11,78%). OBJETIVO:  Realizar uma pesquisa epidemiológica descritiva da ascaridíase na região norte do Brasil nos últimos 10 anos. MÉTODOS: Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, a partir de dados secundários extraídos do DATASUS no período de 2023. A população do estudo foi formada por indivíduos de todas as faixas etárias, de ambos os sexos, diagnosticados com Ascaris lumbricoides, no período de 2011 a 2021. Os dados foram tabulados considerando as seguintes variáveis: 1) Positivo; 2) 1 a 4 ovos; 3) 5 a 16 ovos; 4) 17 ou mais ovos. Para realização da análise dos dados utilizou-se o Microsoft Excel 2010, no qual os resultados são apresentados em forma de gráficos e tabelas. Por se tratar de um banco de dados de domínio público, não foi necessária submissão ao comitê de ética em pesquisa. RESULTADOS: Entre 2011 e 2021, a taxa de positividade para Ascaris lumbricoides na região Norte do Brasil foi de 2,32%, indicando a proporção de indivíduos infectados em relação aos testados. A maioria dos positivos (76,6%) apresentou baixa carga parasitária (1 a 4 ovos), enquanto 17,8% tinham entre 5 a 16 ovos, e apenas 5,6% possuíam 17 ou mais ovos. Isso sugere que a infecção, na maioria dos casos, ocorre com uma carga parasitária relativamente baixa. O número de indivíduos tratados (1205) foi maior que o de positivos (691), possivelmente devido ao tratamento preventivo de contatos próximos. O total de Ascaris lumbricoides identificados foi de 2188, mais do que o triplo do número de infectados, indicando que alguns indivíduos carregavam múltiplos parasitas. CONCLUSÃO: Diante dos fatos supracitados, nota-se que essas descobertas sublinham a necessidade contínua de estratégias eficazes de vigilância e controle para combater a ascaridíase na região Norte do Brasil. Isso pode incluir não apenas o tratamento dos indivíduos infectados, mas também daqueles em risco de infecção.

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Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Guia de vigilância em saúde: volume único. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

BRASIL, Ministério da Saúde. DATASUS (Departamento de Informática do SUS. C2023. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php.

SILVA, Adriane Maria Bezerra da et al. Ocorrência de enteroparasitoses em comunidades ribeirinhas do Município de Igarapé Miri, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-Amaz Saude, Ananindeua, v. 5, n. 4, p. 45-51, dez 2014. Disponível em http://scielo.iec.gov.br/scielo.

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Nicole Farias Pereira, D., & Cunha Silva , R. (2026). ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA INFECÇÃO POR ASCARIS LUMBRICOIDES NOS ÚLTIMOS 10 ANOS NA REGIÃO NORTE DO BRASIL. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.554