ALIMENTANDO SABERES: UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL E SENSORIAL EM UMA OFICINA CULINÁRIA PARA CRIANÇAS COM TEA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.484Palavras-chave:
Culinária, Educação Alimentar e Nutricional, Comportamento alimentarResumo
Introdução: A Educação Alimentar e Nutricional é fundamental para estimular hábitos saudáveis, especialmente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que por vezes apresentam seletividade alimentar. Assim, estratégias específicas ajudam na aceitação de novos alimentos. Objetivo: Relatar uma experiência de educação nutricional e sensorial em uma oficina culinária para crianças com TEA, realizada na Universidade da Amazônia (UNAMA), em Belém, Pará, em novembro de 2024, visando estimular a aceitação alimentar, participação e desenvolvimento de habilidades sociais e motoras. Descrição da Experiência: Foram preparadas duas receitas: refrigerante saudável de limão e espetinho de frutas. Na primeira etapa, o refrigerante foi preparado com a participação das crianças, que, após a finalização, aguardaram o resfriamento na geladeira. Em seguida, foi realizada uma sessão de desenhos, onde as crianças compartilharam memórias sobre o limão e discutiram seus benefícios para a saúde. Durante essa atividade, foram feitas perguntas como: “Você já comeu?”, “Qual é o gosto?” e “Você gostou ou não gostou?”. Na segunda etapa, as frutas (banana, maçã, kiwi, manga e morango) foram cortadas em diferentes formatos e dispostas em recipientes separados, para que as crianças montassem seus espetinhos. Durante o processo, as crianças foram incentivadas a criar combinações de frutas, explorando sabores novos, enquanto seguiam as etapas da Escada do Comer, que envolve as fases de tolerar, interagir, cheirar, tocar, provar e comer. Resultados: A atividade mostrou avanços na alimentação e interação das crianças com TEA. Abordagens lúdicas e sensoriais facilitaram a aceitação dos alimentos, enquanto a Escada do Comer, os desenhos e os espetinhos estimularam a experimentação, criatividade e coordenação motora. Ao serem questionadas sobre o limão, a maioria disse nunca tê-lo provado, descrevendo-o como azedo. As reações variaram, com algumas crianças gostando e outras não. Conclusão: A oficina favoreceu a aceitação de novos alimentos pelas crianças e proporcionou aprendizado prático aos discentes, evidenciando a importância dessas atividades na promoção de hábitos saudáveis e na adaptação alimentar de crianças com TEA, podendo assim melhorar a qualidade de vida das crianças, mães e cuidadores.
Palavras-Chaves: Culinária, Educação Alimentar e Nutricional, Comportamento Alimentar.
Agência Financioadoras: Sem financiamento.

