Gestão e Estratégias na Implantação de unidade sentinela de Rotavírus em Hospital Regional do Pará: Relato de Experiência
DOI:
https://doi.org/10.5327/prmj.464Resumo
Introdução: O rotavírus é um dos principais agentes causadores de gastroenterite aguda, especialmente em crianças menores de cinco anos, sendo responsável por alta morbimortalidade infantil globalmente. Sua transmissão ocorre pela via fecal-oral, podendo também ser veiculada por superfícies contaminadas e secreções respiratórias. A vigilância sentinela do rotavírus consiste em monitorar crianças menores de 5 anos em Unidades Sentinelas(US), estabelecimentos de saúde escolhidos pelo município e pelo estado, para monitorar indicadores primordiais ligado a doença, com o propósito de identificar os genótipos mais frequentes de rotavírus presentes em crianças menores de 5 anos, acompanhar o efeito da vacinação contra o rotavírus e as mudanças na epidemiologia e nas cepas circulantes e acompanha a presença de outros patógenos entéricos assistidos em US. Objetivo: Relatar a experiência de um Núcleo de Vigilância Epidemiológico Hospitalar(NVEH), na gestão da Implantação de unidade sentinela de Rotavírus no Hospital Regional do Pará. Descrição da experiência: O local da implantação foi no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), escolhido pelo perfil de atendimento porta aberta para crianças menores de 12 anos, sendo instituído como US em janeiro de 2025, estando o enfermeiro epidemiologista, pelo NVEH, com a responsabilidade do gerenciamento das atividades. Dentro das atividades estão, coleta de fezes de crianças com diarreia, menores de 5 anos e que estão até o 5° dia de sintomas, com a meta de 20 coleta de fezes ao mês. além de monitorar de todas as Doenças Diarreicas Agudas (DDA), que são atendidos no hospital, início de sintomas sua faixa etária, tipo de tratamento e bairro e cidade que moram, enviados por semana epidemiológica. O NVEH utilizou o sistema de prontuário eletrônico para obter os dados de DDA, filtrando 3 vezes por semana todos as hipóteses diagnósticas que obtinha relação com DDA, sendo avaliado e digitado em planilha de acompanhamento enviado toda semana, conforme a semana epidemiológica. Para a coleta de rotavírus, foi designado um membro da equipe para fica na triagem junto ao enfermeiro, 4 vezes por semana para abordagem dos casos que se encaixavam no critério estabelecido, realizar ficha de notificação e orientação da coleta antes do atendimento médico, essas amostras são enviadas ao Laboratório Central do Pará (LACEN-PA) para análise. Impactos: Em dois meses foi enviado 691 atendimento de DDA, a maioria entre a faixa etária de 1 a 4 anos, com utilização de tratamento A (tratamento domiciliar). Foi realizado 48 notificações de rotavírus e realizado 09 coletas de fezes efetivas. Conclusões: Podemos evidenciar que há apesar do grande número de notificações, o NVEH ainda tem dificuldade em coletar material para analise, pois a maioria das crianças permanece um período curto de tempo no pronto atendimento, destacamos que os a importância do monitoramento para a vigilância epidemiológica, pois contribui da vigilância sentinela na tomada de decisões em saúde pública.
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Referências
SALVADOR, Pétala Tuani Candido de; ALMEIDA, Taciana Jacinto de; ALVES, Kisna Yasmin Andrade; DANTAS, Cilene Nunes. A rotavirose e a vacina oral de rotavírus humano no cenário brasileiro: revisão integrativa da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 755-762, fev. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/kZJNpYg6kFD8Y9gd8S6QXbs. Acesso em: 08 mar. 2025.





