CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM NEONATOS: VIVÊNCIA DE ACADÊMICOS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA MATERNO-INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.739Palabras clave:
PICCS, Pediatria, inserção de PICCResumen
Introdução: O Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) é amplamente utilizado em neonatos (RN), destacando-se pelas vantagens em relação a outros dispositivos de acesso venoso central, por preservar os vasos sanguíneos periféricos, reduzir o risco de flebite e infecções e diminuir as múltiplas punções, o que resulta em menor dor e estímulos desnecessários ao paciente. Entre as complicações da inserção inadequada estão arritmias, lesões nervosas, embolia gasosa e infecções sistêmicas, exigindo cuidados e formação especializada dos profissionais de saúde. Objetivo: Relatar experiência de acadêmicos de enfermagem sobre a inserção do PICC em RN. Método: Trata-se de relato de experiência, baseado nas vivências de acadêmicas de enfermagem de uma Universidade pública no Pará, durante o cenário de prática do componente curricular de Enfermagem Pediátrica, em um hospital referência em materno-infantil do estado. A inserção do PICC foi realizada por enfermeiro especialista em terapia intravenosa, seguindo rigorosamente os protocolos estabelecidos. O procedimento incluiu avaliação clínica, escolha do local de punção, preparo do paciente e da família, punção e progressão do cateter até a confirmação da posição. Os pacientes incluídos eram recém-nascidos prematuros e crianças com indicações de acesso venoso prolongado. Resultados: Após a prática, as acadêmicas adquiriram maior segurança e entendimento sobre a inserção do PICC. O acompanhamento dos pacientes nas 48 horas seguintes mostrou redução em complicações, como flebite, e maior segurança na administração de medicamentos. A inserção do PICC minimizou a necessidade de novas punções, propiciando conforto ao paciente e contribuindo para a redução de complicações associadas ao uso de outros dispositivos de acesso venoso. A experiência destacou a importância da educação permanente, reforçando a necessidade de capacitação contínua dos profissionais para a prestação de cuidados de saúde de qualidade. Conclusão: A vivência prática evidenciou a importância de ensinar a correta inserção do PICC, promovendo a segurança do paciente e evitando complicações. O treinamento adequado de enfermeiros garante a realização eficaz do procedimento, beneficiando paciente e hospital, ao reduzir custos e melhorar a qualidade do atendimento. A experiência reforçou a necessidade de integrar teoria e prática para aprimorar as habilidades dos profissionais e assegurar a melhor assistência possível aos pacientes neonatais e pediátricos.
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Citas
BELEZA, Ludmylla de Oliveira; BRASIL, Guilherme da Costa; MARGATHO, Amanda Salles; VASQUES, Christiane Inocêncio et al. Prevenção de complicações relacionadas a técnicas de inserção do cateter central de inserção periférica em recém-nascidos: revisão sistemática e metanálise em rede. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 32, e4162, 2024. DOI: 10.1590/1518-8345.6905.4162. Disponível em: https://revistas.usp.br/rlae/article/view/227011/205797. Acesso em: 14 mar 2025.
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