IMPACTOS DO VÍNCULO PARENTAL NA EVOLUÇÃO CLÍNICA E BEM-ESTAR DO NEONATO DURANTE A INTERNAÇÃO NA UTI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.729Palabras clave:
Vinculo parental, UTIN, cuidados neonataisResumen
Introdução: O vínculo parental é um aspecto essencial no desenvolvimento do neonato, entretanto a ausência de acompanhamento pré-natal pode estar associada ao nascimento prematuro e à necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Nesse contexto, a manutenção do vínculo parental durante a hospitalização contribui para a recuperação e o bem-estar do recém-nascido (RN), influenciando positivamente a evolução clínica e o restabelecimento da saúde. Objetivo: Relatar a experiência durante atividade educativa sobre o papel do vínculo parental na recuperação neonatal e as implicações clínicas e emocionais. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado na vivência de acadêmicos do Curso de Enfermagem de uma universidade pública do Pará. A atividade consistiu em uma aula expositiva-dialogada abordando a relevância da presença e do envolvimento dos pais na recuperação do RN internado em UTIN. Resultados: Durante a atividade, constatou-se a existência de uma discrepância entre a idealização do bebê durante a gestação e a realidade do nascimento prematuro, que demanda hospitalização e cuidados intensivos. A manutenção do vínculo entre pais e bebês demonstrou auxiliar tanto na recuperação do neonato, reduzindo o tempo de internação, quanto no processo de aceitação parental, minimizando sentimentos de angústia e medo. O fortalecimento do laço afetivo entre pais e RN contribui para a estabilidade fisiológica do neonato, especialmente por meio do contato pele a pele, promovendo melhora nas condições clínicas e no bem-estar. A literatura reforça a relevância do cuidado centrado na família na UTIN, uma vez que a inserção dos pais na rotina de cuidados neonatais melhora os desfechos clínicos e favorece o desenvolvimento infantil. A participação ativa da família, mediada pela equipe de enfermagem, contribui para um ambiente mais acolhedor e para a adaptação dos pais à nova realidade. Além disso, o suporte emocional e a presença dos pais no processo de recuperação do RN impactam positivamente a humanização do cuidado e a adesão às práticas assistenciais. Conclusão: O ensino sobre a promoção do vínculo parental no período de internação neonatal é essencial na formação de enfermeiros com abordagem humanizada e integral. A sensibilização de profissionais sobre o tema favorece a estabilidade clínica dos neonatos, reduz o tempo de hospitalização e reinternações, e proporciona uma transição mais segura para o cuidado domiciliar.
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Citas
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