Distribuição de centros de transplante de órgãos no Brasil: desigualdade regional e impacto na fila de espera – 2023
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.689Palabras clave:
Centros de Transplante, Transplante de Orgãos, fila de esperaResumen
Introdução: O Brasil é o país que possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, sendo garantido por toda a população de forma gratuita através do SUS. No entanto, devido à grande demanda e a má distribuição dos centros hospitalares de transplante no país, a lista de espera é grande. Isso, gera notável problema de saúde pública. Objetivo: Evidenciar a desigualdade regional na distribuição dos centros de transplante no Brasil e trazer reflexões sobre o impacto na fila de espera por um órgão. Material e Métodos: Consiste em um estudo analítico observacional transversal, construído por meio da análise de dados secundários disponíveis em relatórios regionais de 2023, a respeito do número de transplantes realizados e fila de espera, da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes, pelo Ministério da Saúde. Resultados: No ano de 2023, o Brasil tinha 1.198 centros de transplante e realizou 9.255 procedimentos [1]. A região Sudeste e Sul foram responsáveis por 54,7% e 21,5%, respectivamente, do total, possuindo 798 destes centros [2]. Enquanto isso, as regiões Nordeste, Centro Oeste e Norte, realizaram 16,9%, 5,4% e 1,5% dos transplantes, contando com 400 centros [2]. Quanto ao tempo de espera, depende do órgão a ser transplantado, com isso, varia de 1 ano (fígado) até 3 anos (rim) [3]. A respeito da fila de espera, neste ano, havia cerca de 68.415 pacientes aguardando por transplante de órgão no país, sendo que aproximadamente 50 mil desses pacientes estavam alocados nas regiões Sul e Sudeste, devido ao referenciamento realizado pelo SUS [3]. Conclusões: Foi possível observar que nas regiões Nordeste, Centro Oeste e Norte, que tem pouco mais de 23% do total de centros de transplantes do Brasil, há super demanda e por esse motivo se faz o referenciamento para os locais de maior concentração desses centros, que são as regiões Sul e Sudeste, que abrigam mais de 75% do total de centros do Brasil. Isso provoca aumento da lista de espera para os grandes centros do eixo Sul e Sudeste, alargando o tempo de espera para realizar o procedimento necessário, sem reduzir efetivamente a lista de espera das demais regiões, uma vez que nas regiões de menor concentração desses centros de transplante, ainda é insuficiente para a demanda de transplante de órgãos.
Palavras-chave: Centros de transplantes; Transplante de órgãos; Regiões; Fila de espera.
Agência financiadora: Não houve.
Eixo temático: Transplante.
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Citas
Referências:
- Ministério da Saúde, Sistema Nacional de Transplante, Relatórios de Doação. Publicados em 05/08/2024, https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt/estatisticas/doacao-serie-historica; Acesso em 28/02/2025.
- Ministério da Saúde, Sistema Nacional de Transplante, Relatórios de Transplantes. Publicados em 05/08/2024, https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt/estatisticas/transplantes-serie-historica; Acesso em 28/02/2025.
- Ministério da Saúde, Sistema Nacional de Transplante, Relatórios de Lista de espera. Publicados em 07/08/2025, https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/snt/estatisticas/lista-de-espera-serie-historica; Acesso em 28/02/2025.

