A Análise do Perfil epidemiológico da Febre de Oropouche no Norte do Brasil.

Autores/as

  • Jessica Moura Paulo Unifamaz
  • Gleydson Moreira Moura Centro Universitário do Pará
  • Siglea Valente do Couto de Andrade Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maria Eduarda Ribeiro de Souza Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Amanda Merhe Fernandes Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Amanda Cristina Camelo da Silva Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Antônio Carlos Monteiro Lopes Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Francisco Miguel da Silva Freitas Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.681

Palabras clave:

febre de oropouche, perfil epidemiológico, região Norte

Resumen

Introdução: A Febre de Oropouche (FO) é uma doeça febril da região amazônica, causada pelo vírus Oropouche e transmitida pela picada do inseto Culicoides paraensis (maruim). Os sintomas dessa doença são parecidos com os da dengue: cefaleia, mialgia, náusea e diarreia. Percebeu-se uma reemergência da doença na região Norte do país com a presença de surtos, influenciados por fatores ambientais, climáticos e sociais. O Processo de urbanização propicia o contato entre humanos e os vetores e as mudanças climáticas aumentam a proliferação do maruim. Objetivo: Este trabalho tem o objetivo de analisar o perfil epidemiológico da febre de Oropouche no norte do Brasil entre 2015 - 2024. Método: É um estudo retrospectivo com utilização do sistema de vigilância do ministério da saúde, Sistema de informação de agravos de notificação (SINAN), boletins epidemiológicos e literatura científica no Pubmed, Scielo e Google scholar. Foram analisados os casos confirmados por RT-PCR e sorologia nos anos de 2015 a 2024 e utilizado como suas variáveis: sexo, idade, sazonalidade, região e incidência, além de associar aos fatores ambientais como desmatamento e temperatura. Resultados: Foram registrados 5.407 casos confirmados de febre do Oropouche entre 2015 e 2024, com maior concentração nos estados do Amazonas (32,1%), Pará (28,4%) e Rondônia (17,6%). A incidência foi maior em áreas próximas a regiões com intenso desmatamento. A FO afetou principalmente adultos jovens (20 a 40 anos), sem predomínio por sexo. A sazonalidade mostrou maior incidência entre novembro e abril, correlacionado com o período de chuvas na Amazônia, reforçando a conexão entre o ciclo do vetor e as condições climáticas. A análise territorial indicou relação entre o desmatamento e o aumento da incidência da doença, sugerindo que a destruição de habitats naturais contribui para a adaptação do vetor aos ambientes urbanos. Conclusão: Sugere-se então que a incidência da FO na região Norte do país está diretamente ligada aos fatores ambientais, sendo um deles a intensa urbanização e perda da vegetação. A adaptação do vetor a áreas urbanas leva a uma expansão da doença a outras regiões. Diante disso, é necessário o fortalecimento da vigilância epidemiológica, controle vetorial e políticas ambientais para conter sua disseminação.

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Citas

MARTINS-FILHO, P. R. et al. Spatiotemporal Epidemiology of Oropouche Fever, Brazil, 2015–2024. Emerging Infectious Diseases, 2024.

SCACHETTI, G. C. et al. Reemergence of Oropouche Virus Between 2023 and 2024 in Brazil. The Lancet Infectious Diseases, 2025.

GUAGLIARDO, S. A. J. et al. Reemergence of Oropouche Virus in the Americas, 2024. Emerging Infectious Diseases, 2024.

BANDEIRA, A. C. et al. Fatal Oropouche Virus Infections in Nonendemic Regions, Brazil, 2024. Emerging Infectious Diseases, 2024.

USUGA, J. et al. Co-Circulation of Oropouche Virus Lineages in the Amazon Basin, Colombia, 2024. Emerging Infectious Diseases, 2024.

Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: Arboviroses no Brasil, 2024.

Publicado

2026-01-14

Cómo citar

Moura Paulo, J., Moreira Moura, G., Valente do Couto de Andrade , S., Ribeiro de Souza , M. E., Merhe Fernandes , A., Camelo da Silva, A. C., Carlos Monteiro Lopes , A., & da Silva Freitas , F. M. (2026). A Análise do Perfil epidemiológico da Febre de Oropouche no Norte do Brasil. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.681