ANÁLISE DO ESTADO NUTRICIONAL E DA INGESTÃO PROTEICA DE PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS

Autores/as

  • Melissa de Oliveira Rocha Pimentel Universidade Federal do Pará
  • Ana Beatriz Ribeiro Queiroz
  • Ana Paula Albuquerque Silva
  • Pamella Di Paula Cardoso Martins
  • Lindalva Souza da Cruz
  • Alyne França da Silva
  • Máyra Patrícia do Carmo Amaral
  • Suzany Trindade Queiroz
  • Marília de Souza Araújo
  • Regina Ribeiro Cunha
  • Vanessa Vieira Lourenço Costa

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.670

Palabras clave:

Consumo alimentar, Estomia, Proteínas

Resumen

Introdução: A estomia é um procedimento cirúrgico no qual é criada uma abertura com a finalidade de externalizar uma parte do intestino e permitir o desvio do trânsito intestinal. A ingestão suficiente de proteínas magras, como ovos e carne de frango, desempenha um papel fundamental na renovação celular, assim como frutas ricas em vitamina C que contribuem para a síntese de colágeno e favorecem a recuperação dos tecidos. Esses nutrientes e principalmente a proteína são essenciais para pacientes com estomia, visto que, trata-se de pessoas que realizaram um procedimento cirúrgico que necessita desse macronutriente para suprir as suas necessidades nutricionais proteicas e de cicatrização. Contudo, o presente estudo pretende assimilar de que forma essa ingestão proteica ocorre e correlacionar com o estado nutricional de indivíduos estomizados.

Objetivos: Analisar o estado nutricional e a ingestão proteica de pessoas com estomias intestinais

Material e métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com uma amostra de 45 indivíduos com estomia, atendidos de janeiro de 2023 a junho de 2023, na Unidade de Referência Especializada (URES) em Belém, Pará. Por meio de um Questionário de frequência alimentar (QFA), verificou-se a frequência do consumo de proteínas, subdivididas em camarão salgado, camarão fresco, carne de búfala, carne bovina, carne suína, frango, ovo, peixe fresco e peixe salgado, os dados obtidos foram armazenados em uma planilha e submetidos à análise estatística realizada com o auxílio do software Excel 2019, a antropometria foi realizada por meio de aferições efetuadas com o auxílio de uma balança e um estadiômetro, para a verificação do peso e altura do indivíduo, parâmetros utilizados para determinar o estado nutricional. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa através do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA) n°3.761.150.

Resultados: A partir dos dados obtidos, verificou-se que em relação ao consumo de proteínas de origem animal, 2,22% consomem camarão salgado diariamente, 4,44% semanalmente, 11,11% mensalmente, 31,11% raramente, 51,11% não consomem; 28,89% realizam consumo de carne bovina diariamente, 64,44% semanalmente, 6,67% mensalmente, nenhum participante da pesquisa declarou não consumir ou consumir raramente; 11,11% realizam o consumo de carne suína diariamente, 8,89% semanalmente, 11,11% mensalmente, 11,11% raramente, 57,78% não consomem; 48,89% afirmaram consumir frango diariamente, 46,67% semanalmente, 2,22% consomem mensalmente, 2,22% não consomem, nenhum indivíduo da amostra relatou consumir raramente; 43,18% realizam consumo diário de ovo, 31,82% semanalmente, 11,36% mensalmente, 9,09% raramente, 4,55% não consomem; apenas 8,89% afirmaram consumir peixe salgado diariamente, 11,11% semanalmente, 4,44% mensalmente, 24,44% raramente, 51,11% não consomem. Em relação ao índice de massa corporal (IMC), constatou-se que, 20% foram classificados com baixo peso, 33,33% com eutrofia, 22,22% com sobrepeso e 24,44% com obesidade.

Conclusão: Portanto, o presente estudo mostrou que o consumo de proteínas varia entre o público com estomias intestinais. De acordo com o exposto pelos resultados, as proteínas como frango, a carne bovina e os ovos são alimentos proteicos mais consumidos, enquanto o camarão e o peixe salgado foram as proteínas menos consumidas. Outrora, os dados do IMC deste grupo indicaram que alguns indivíduos se enquadram em baixo peso e outros com obesidade, fomentando a necessidade de uma atenção nutricional para essas pessoas. Logo, os resultados enfatizam a importância da orientação nutricional para as pessoas com estomia intestinal para que assim consigam manter uma alimentação saudável e equilibrada garantindo o seu bem-estar.

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Citas

BARROS, K. S., CUNHA, R. R. & LOURENÇO-COSTA, V. V. Alimentação amazônica: guia para pessoas com estomia. Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST). 38p, 2019. https://ascom.ufpa.br/links/outros/Guia_alimentar_na_Regiao_Amazonica.pdf

SILVA, A. F. et al. Frequência alimentar e estado nutricional em pessoas com estomia Food frequency and nutritional status in people with stoma. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 4, p. 28118-28136, 2022.

SOUSA, B. et al. A influência da dieta anti-inflamatória no pré e pós operatório: impactos na cicatrização, inflamação e recuperação. Brazilian Journal of Healt Review, v. 8, n. 1, p. e76646-e76646, 10 jan. 2025.

Publicado

2026-01-14

Cómo citar

de Oliveira Rocha Pimentel, M., Ribeiro Queiroz , A. B., Albuquerque Silva, A. P., Di Paula Cardoso Martins, P., Souza da Cruz, L., França da Silva, A., do Carmo Amaral, M. P., Trindade Queiroz, S., de Souza Araújo, M., Ribeiro Cunha, R., & Vieira Lourenço Costa, V. (2026). ANÁLISE DO ESTADO NUTRICIONAL E DA INGESTÃO PROTEICA DE PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.670