ANÁLISE DO ESTADO NUTRICIONAL E DA INGESTÃO PROTEICA DE PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.670Palabras clave:
Consumo alimentar, Estomia, ProteínasResumen
Introdução: A estomia é um procedimento cirúrgico no qual é criada uma abertura com a finalidade de externalizar uma parte do intestino e permitir o desvio do trânsito intestinal. A ingestão suficiente de proteínas magras, como ovos e carne de frango, desempenha um papel fundamental na renovação celular, assim como frutas ricas em vitamina C que contribuem para a síntese de colágeno e favorecem a recuperação dos tecidos. Esses nutrientes e principalmente a proteína são essenciais para pacientes com estomia, visto que, trata-se de pessoas que realizaram um procedimento cirúrgico que necessita desse macronutriente para suprir as suas necessidades nutricionais proteicas e de cicatrização. Contudo, o presente estudo pretende assimilar de que forma essa ingestão proteica ocorre e correlacionar com o estado nutricional de indivíduos estomizados.
Objetivos: Analisar o estado nutricional e a ingestão proteica de pessoas com estomias intestinais
Material e métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com uma amostra de 45 indivíduos com estomia, atendidos de janeiro de 2023 a junho de 2023, na Unidade de Referência Especializada (URES) em Belém, Pará. Por meio de um Questionário de frequência alimentar (QFA), verificou-se a frequência do consumo de proteínas, subdivididas em camarão salgado, camarão fresco, carne de búfala, carne bovina, carne suína, frango, ovo, peixe fresco e peixe salgado, os dados obtidos foram armazenados em uma planilha e submetidos à análise estatística realizada com o auxílio do software Excel 2019, a antropometria foi realizada por meio de aferições efetuadas com o auxílio de uma balança e um estadiômetro, para a verificação do peso e altura do indivíduo, parâmetros utilizados para determinar o estado nutricional. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa através do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA) n°3.761.150.
Resultados: A partir dos dados obtidos, verificou-se que em relação ao consumo de proteínas de origem animal, 2,22% consomem camarão salgado diariamente, 4,44% semanalmente, 11,11% mensalmente, 31,11% raramente, 51,11% não consomem; 28,89% realizam consumo de carne bovina diariamente, 64,44% semanalmente, 6,67% mensalmente, nenhum participante da pesquisa declarou não consumir ou consumir raramente; 11,11% realizam o consumo de carne suína diariamente, 8,89% semanalmente, 11,11% mensalmente, 11,11% raramente, 57,78% não consomem; 48,89% afirmaram consumir frango diariamente, 46,67% semanalmente, 2,22% consomem mensalmente, 2,22% não consomem, nenhum indivíduo da amostra relatou consumir raramente; 43,18% realizam consumo diário de ovo, 31,82% semanalmente, 11,36% mensalmente, 9,09% raramente, 4,55% não consomem; apenas 8,89% afirmaram consumir peixe salgado diariamente, 11,11% semanalmente, 4,44% mensalmente, 24,44% raramente, 51,11% não consomem. Em relação ao índice de massa corporal (IMC), constatou-se que, 20% foram classificados com baixo peso, 33,33% com eutrofia, 22,22% com sobrepeso e 24,44% com obesidade.
Conclusão: Portanto, o presente estudo mostrou que o consumo de proteínas varia entre o público com estomias intestinais. De acordo com o exposto pelos resultados, as proteínas como frango, a carne bovina e os ovos são alimentos proteicos mais consumidos, enquanto o camarão e o peixe salgado foram as proteínas menos consumidas. Outrora, os dados do IMC deste grupo indicaram que alguns indivíduos se enquadram em baixo peso e outros com obesidade, fomentando a necessidade de uma atenção nutricional para essas pessoas. Logo, os resultados enfatizam a importância da orientação nutricional para as pessoas com estomia intestinal para que assim consigam manter uma alimentação saudável e equilibrada garantindo o seu bem-estar.
Descargas
Citas
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