Perfil Epidemiológico do Adenocarcinoma In Situ do Colo do Útero no Estado do Pará, 2020-2025

Autores/as

  • Leticia Esperança de Oliveira Menezes Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Krysna Krysna Gabriely Carvalho Farias Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Vitor Rocha Leitão Universidade Federal do Pará
  • Renan Willian Costa da Silva Universidade Federal do Pará
  • Jéssica Corrêa Fernandes Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.572

Palabras clave:

Adenocarcinoma in situ, Colo do útero, epidemiologia, HPV, Pará

Resumen

Introdução:

O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo do útero é uma lesão pré-cancerosa associada à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). No Pará, a baixa cobertura vacinal e desigualdades regionais agravam as subnotificações, justificando a necessidade de constante análise para embasar estratégias mais eficazes de saúde pública.

Objetivos:

Caracterizar a distribuição temporal e geográfica do AIS no estado entre 2020 e 2025, avaliando sua relevância para a saúde pública.

Material e Métodos:

Estudo epidemiológico retrospectivo com dados secundários do Sistema de Informações do Câncer (SISCAN), utilizando os relatórios “Cito do Colo - Por Local de Residência - Pará” (212 casos) e “Histo do Colo - Por Local de Residência - Pará” (12 casos). Analisou-se os registros de AIS segundo município de residência e ano de competência (2020-2025). Procedeu-se à análise descritiva por meio de frequências absoluta e relativa, visando identificar padrões de distribuição temporal e espacial dos casos.

Resultados e Conclusão: 

Entre 2020 e 2025, o Pará registrou 212 casos de AIS por citologia, com pico em 2023 (35,8%; 76 casos) e leve queda em 2024 (31,1%; 66 casos). Belém concentrou 18,9% dos casos (n=40), seguida por Breves (9,4%; n=20), Afuá (n=11) e Gurupá (n=10). O crescimento de 15 casos em 2020 para 76 em 2023 sugere uma combinação de maior incidência e/ou melhor detecção. A pandemia de COVID-19 (2020-2021) pode ter reduzido o acesso a exames preventivos inicialmente, resultando em subnotificação, seguida por uma recuperação nos anos posteriores com a retomada de serviços de saúde. Por histologia, foram confirmados 12 casos entre 2020 e 2025, com 50% em Belém (n=6) e pico em 2023 (66,7%; 8 casos). Breves e Afuá indicam que o problema não é exclusivo de grandes áreas urbanas, exigindo ações específicas para populações vulneráveis. A elevada detecção de AIS em 2023 sugere eficácia no rastreamento, porém a concentração dos casos em Belém e o surgimento de registros no interior indicam disparidades no acesso à saúde. A discrepância entre citologia e histologia reflete tanto as funções distintas de triagem e confirmação quanto barreiras de acesso, sobretudo fora da capital. Nesse contexto, urge expandir os serviços diagnósticos e preventivos em todo o estado, a fim de otimizar a detecção e o manejo do AIS, reduzindo o risco de progressão para câncer invasivo.

 

Palavras-chave: Adenocarcinoma in situ; Colo do útero; Epidemiologia; HPV; Pará.

 

Agências Financiadoras: .

EIXO TEMÁTICO: Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia;

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Citas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. SISCAN - Sistema de Informações do Câncer: Cito do Colo - Por Local de Residência - Pará. Brasília, DF, 2025. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?SISCAN/cito_colo_residbr.def>. Acessado em 20 fev. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. SISCAN - Sistema de Informações do Câncer: Histo do Colo - Por Local de Residência - Pará. Brasília, DF, 2025. Disponível em: <https://datasus.saude.gov.br/acesso-a-informacao/sistema-de-informacao-do-cancer-siscan-colo-do-utero-e-mama/>. Acessado em 20 fev. 2025.

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SCHOOLLAND, M. et al. Adenocarcinoma in situ of the cervix. Cancer Cytopathology, v. 96, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1002/cncr.10886. Acesso em: 20 fev. 2025.

Publicado

2026-01-15

Cómo citar

Esperança de Oliveira Menezes, L., Krysna Gabriely Carvalho Farias, K., Rocha Leitão, V., Willian Costa da Silva, R., & Corrêa Fernandes, J. (2026). Perfil Epidemiológico do Adenocarcinoma In Situ do Colo do Útero no Estado do Pará, 2020-2025. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.572