ENSAIO EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES COM SÍFILIS NA GESTAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A SÍFILIS CONGÊNITA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL

Autores/as

  • Ananda Carolina Reis Prestes Universidade do Estado do Pará
  • Ana Luiza Castro de Carvalho Raiol Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Beatriz Leão Giestas Centro Universitário do Pará
  • Elaine Almeida do Lago Centro Universitário do Pará
  • Matheus Cabral Nunes Centro Universitário do Pará
  • Nina Rafaela Serrão de Souza Centro Universitário do Pará
  • Rafaela Luisa Kowalski Universidade da Região de Joinville
  • Lorenna da Silva Santos Cantarutti Universidade do Oeste Paulista
  • Hugo Wadi Payão Farath Fundação Educacional do Município de Assis
  • Nicholas Eduardo de Souza Miks Universidade do Planalto Catarinense
  • Francisco Xavier Palheta Neto

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.534

Palabras clave:

Sífilis Congênita, saúde da mulher, perfil epidemiológico

Resumen

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa condição pode ser transmitida ao feto na gravidez ou no parto, resultando em sífilis congênita com complicações graves para o recém-nascido, como malformações, aborto espontâneo, natimorto ou sequelas neurológicas e ósseas. Apesar de ser evitável e tratável, a sífilis congênita ainda representa um importante problema de saúde pública, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de pré-natal adequados. OBJETIVO: Avaliar o perfil epidemiológico do público com sífilis na gestação e as repercussões em sua prole na região Norte do Brasil. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e descritivo, com base em dados obtidos do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), no período de 2020 a 2023. Foram utilizadas as variáveis faixa etária, região e escolaridade para análise e correlação dos dados. RESULTADOS: No período selecionado foram registrados 26.504 casos de sífilis em gestantes na região norte do Brasil, dos quais 8.741 evoluíram para sífilis congênita na prole, representando uma taxa de conversão de aproximadamente 33%. A faixa etária materna com maior número de casos foi a de 20 a 24 anos (3.157 casos), seguida por 15 a 19 anos (2.299 casos). Mães com idade entre 10 a 14 anos registraram 98 casos, enquanto aquelas entre 40 a 44 anos 137 casos. A faixa etária de 45 a 49 anos apresentou o menor número, com apenas 7 registros. Em relação à escolaridade, houve destaque para o ensino médio completo (1.919 casos), seguido por ensino fundamental completo (1.667 casos). Um número significativo possuía ensino médio incompleto (1.523 casos) e ensino fundamental incompleto (1.146 casos). Quanto à distribuição por raça/cor, a população de mães pardas foi predominante (82,2%), seguida pela raça branca (8,7%), raça preta (6,4%), raça indígena (1,5%)  e amarela (1,2%). CONCLUSÃO: Portanto, observa-se uma alta taxa de conversão de sífilis em gestantes para sífilis congênita, predominância de casos em mães jovens, em especial na faixa etária de 15 a 24 anos, concentração de casos em mães de raça parda e um número significativo de mulheres com baixa escolaridade. Esses  achados evidenciam a importância de ações específicas para reduzir disparidades e garantir um atendimento mais equitativo e eficaz no combate à sífilis congênita.

PALAVRAS - CHAVE: Sífilis; Sífilis Congênita; Saúde da Mulher; Perfil Epidemiológico.

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Publicado

2026-01-15

Cómo citar

Carolina Reis Prestes, A., Luiza Castro de Carvalho Raiol, A., Leão Giestas, B., Almeida do Lago, E., Cabral Nunes, M., Rafaela Serrão de Souza, N., Luisa Kowalski, R., da Silva Santos Cantarutti, L., Wadi Payão Farath, H., Eduardo de Souza Miks, N., & Palheta Neto, F. X. (2026). ENSAIO EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES COM SÍFILIS NA GESTAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A SÍFILIS CONGÊNITA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.534