INFÂNCIA MAIS NUTRITIVA: AÇÕES EDUCATIVAS EM SAÚDE E NUTRIÇÃO EM NEURODESENVOLVIMENTO EM UM ESPAÇO DE CIDADANIA EM BELÉM DO PARÁ - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.473Palabras clave:
Educação Alimentar e Nutricional, Transtorno do espectro autista, Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, Seletividade alimentarResumen
Introdução: A alimentação é fundamental no desenvolvimento infantil, especialmente para crianças neurodivergentes, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Fatores como seletividade alimentar, hipersensibilidade sensorial e impulsividade podem impactar no estado nutricional e na qualidade de vida desses indivíduos. Diante disso, ações educativas voltadas para promoção da alimentação saudável são essenciais para contribuir para hábitos alimentares equilibrados. Objetivo: Relatar conhecimentos repassados em ações educativas realizadas pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Nutrição e Neurodesenvolvimento (GEPENN), enfatizando estratégias nutricionais na melhora da seletividade alimentar em crianças com TEA e TDAH. Descrição da experiência: As ações educativas em saúde e nutrição em neurodesenvolvimento ocorreram em 3 encontros distintos ao longo de outubro e novembro de 2024, na Usina da Paz do Bairro do Jurunas/Condor com a comunidade que frequenta o local. Foram realizadas por profissionais da nutrição, terapia ocupacional e alunos de graduação, organizados pelo GEPENN. Foram ministradas atividades expositivas direcionadas às crianças sobre alimentação saudável utilizando brinquedos como ferramenta de contato. Também foi realizada a avaliação nutricional dos cuidadores e das crianças participantes, bem como oferecidas orientações nutricionais direcionadas ao público. Resultados: Ações auxiliaram cuidadores e crianças a desmistificar temáticas e sensibilizar acerca da importância de uma alimentação saudável e equilibrada na infância, bem como no desenvolvimento adequado de crianças neuroatípicas. Orientações sobre como melhorar a relação de crianças seletivas e gerar aproximação a novos alimentos captaram o interesse do público, inclusive por pessoas sem algum diagnóstico familiar de neurodivergência, oferecendo experiências que proporcionaram troca de saberes entre profissionais e participantes. Conclusão: As ações educativas demonstraram ser uma estratégia de conscientização eficaz sobre a importância da alimentação no desenvolvimento infantil, especialmente em crianças neurodivergentes. A interação lúdica e expositiva contribuiu para o entendimento claro tanto dos cuidadores quanto das crianças.
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Citas
ROCHA, Gilma et al. Análise da seletividade alimentar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 24, p. e538-e538, 2019 DOI https://doi.org/10.25248/reas.e538.2019 Acesso em: 7 març. 2025
SALVAT, H., Mohammadi, M.N., Molavi, P. et al. Ingestão de nutrientes, padrões alimentares e variáveis antropométricas de crianças com TDAH em comparação com controles saudáveis: um estudo de caso-controle. BMC Pediatr 22, 70 (2022). https://doi.org/10.1186/s12887-022-03123-6 Acesso em: 7 març. 2025

