CONHECIMENTO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM ACERCA DA PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO AO HIV
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.420Palabras clave:
HIV, estudantes de enfermagem, profilaxia pós-exposiçãoResumen
Introdução: O HIV ainda é considerado um grande problema de Saúde Pública a nível mundial. Segundo o boletim epidemiológico de HIV/AIDS/2022 do Ministério da Saúde (MS), no período entre os anos de 2019 a 2021, houve um declínio de 11,1% no número de casos de HIV no Brasil, porém, observou-se a elevação no número de casos em cinco estados do país: Acre (34,5%), Pará (15,5%), Maranhão (7,0%), Sergipe (6,2%) e Tocantins (5,7%). Entre as estratégias de prevenção ao HIV, destaca-se a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), a qual faz parte de um conjunto denominado “Prevenção Combinada”, cujo objetivo está voltado para a prevenção por meio de estratégias biomédicas, estruturais e comportamentais. Apesar de sua eficácia comprovada, ainda se observa barreiras envolvendo a implementação da PEP nos serviços de saúde, uma delas está relacionada à falta de profissionais capacitados para esse tipo de assistência. Objetivo: Verificar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem de uma universidade privada sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV. Material e métodos: Trata-se de um estudo estudo descritivo, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 173 estudantes do curso de enfermagem de uma universidade privada do estado do Pará, com dade igual ou superior a 18 anos, devidamente matriculados na instituição e cursando o 8° ou 9° período, que responderam a um instrumento com 18 perguntas fechadas. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade da Amazônia, sob Certificado de Apresentação e Apreciação Ética (CAAE) nº: 73883923.8.0000.5173. Resultados: O quantitativo de participantes que afirmaram ter ouvido falar sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV foi de 159 (91,9%). Em relação aos materiais biológicos de risco para transmissão do HIV, 123 (71,09%) responderam sêmen, 162 (93,64%) sangue, 108 (62,42) fluidos vaginais, 13 (7,51) líquor e 38 (21,96) líquido amniótico. Sobre o tempo ótimo para o início da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV, a maioria dos participantes 73 (42,2%) referiu não saber. Em relação a duração do tratamento da PEP, a maioria 78 (46%) dos participantes referiu não saber e apenas 23 (13%) responderam corretamente (28 dias) e com relação à pergunta sobre a necessidade de realizar o teste rápido para HIV antes de iniciar a PEP, a maioria 102 (59%) dos participantes assinalou que é necessário realizar o teste, 44 (25,4%) assinalaram que não é necessário e 27 (15,6%) não souberam responder. Conclusão: Os acadêmicos de enfermagem possuem um conhecimento parcialmente satisfatório acerca da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV. Em relação aos aspectos da universidade, há necessidade de oferta de cursos de formação complementar sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV, além da ampliação de ofertas de outras atividades, como projetos de extensão.
Eixo temático: Gestão hospitalar, Ensino e Inovação em Saúde.
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Citas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília, DF. Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS 2022. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/boletins- epidemiologicos/2022/hiv-aids/boletim_hiv_aids_-2022_internet_31-01-23.pdf/view.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Brasília, DF. Prevenção combinada do HIV/Bases conceituais para profissionais, trabalhadores(as) e gestores(as) de saúde.
Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/2017/prevencao_combinada bases_conceituais_web.pdf/vie
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