Prevalência e fatores associados à síndrome metabólica em pacientes adultos atendidos em unidades de saúde no Estado do Pará (2020-2024)
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.393Palabras clave:
síndrome metabólica, Estado do Pará, fatores de risco, Obesidade, hipertensão arterialResumen
Introdução: A síndrome metabólica é um fator de risco relevante para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, caracterizada por obesidade abdominal, hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina. No Pará, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e dificuldades no acesso à saúde especialmente para sua alta prevalência. A análise do perfil epidemiológico dessa condição é essencial para direcionar estratégias preventivas e terapêuticas. Objetivo: Descrever a prevalência e os fatores associados à síndrome metabólica em pacientes adultos atendidos em unidades de saúde no Estado do Pará, entre 2020 e 2024. Método: Estudo realizando análise de dados epidemiológicos obtidos de plataformas públicas como DATASUS, SIH/SUS e boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde. Foram incluídos relatórios e documentos oficiais publicados entre 2020 e 2024, com dados sobre síndrome metabólica em adultos (≥18 anos) atendidos na atenção básica no Estado do Pará. As variáveis analisadas foram: idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial, perfil lipídico, glicemia de jejum e fatores socioeconômicos. Resultados: Entre 2020 e 2024, foram registrados 3.400 casos de síndrome metabólica em unidades de saúde no estado do Pará, com maior prevalência em mulheres (60%) e em indivíduos entre 40 e 59 anos (55%). A obesidade abdominal foi o fator mais frequente (70% dos casos), seguida por hipertensão arterial (65%) e dislipidemias (58%). A análise revelou que pacientes com baixa escolaridade e renda familiar inferior a dois salários mínimos apresentaram maior risco de desenvolver a síndrome. Além disso, a associação entre alimentação rica em carboidratos regionais, como açaí com farinha e tapioca, e o sedentarismo foi identificada como um fator de risco relevante para a síndrome metabólica. A falta de acompanhamento ambulatorial contínuo e a baixa adesão ao tratamento medicamentoso também contribuíram para a manutenção da condição em muitos pacientes, especialmente nas regiões periféricas e rurais. Conclusão: A síndrome metabólica é prevalente no Pará, especialmente entre mulheres de baixa renda e adultos de meia-idade. Medidas como educação nutricional, incentivo à atividade física e melhor acesso ao acompanhamento ambulatorial são essenciais para reduzir seu impacto e melhorar a qualidade de vida da população.
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Citas
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