Óbitos por hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer no estado do Pará: um recorte durante o período de 10 anos (2014 a 2023)
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.852Keywords:
hipóxia intrauterina, óbito, neonatosAbstract
Óbitos por hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer no estado do Pará: um recorte durante o período de 10 anos (2014 a 2023)
Luana Aiko Melo Seko¹, Cristiano de Souza Margas Filho¹, Edvaldo Barros Alves Leite¹, Gabriel Broni de Miranda², Júlia de Almeida Lima¹, João Pedro dos Santos Lopes¹
¹ Universidade Federal do Pará
² Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará
Área: Saúde da criança
Introdução: A hipóxia intrauterina e a asfixia ao nascer são condições críticas que comprometem o desenvolvimento neonatal. A primeira ocorre pela redução do oxigênio ao feto na gestação, enquanto a segunda resulta da insuficiência respiratória ao nascimento. Ambas podem causar danos irreversíveis, especialmente cerebrais, afetando a saúde e o bem-estar do recém-nascido.
Objetivos: Este estudo tem como objetivo realizar uma avaliação do perfil epidemiológico dos óbitos por hipóxia intrauterina e asfixia ano nascer no estado do Pará durante os anos de 2014 a 2023.
Metodologia: Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, descritiva e quantitativa com base nos dados fornecidos pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH), no Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Os dados foram coletados e contabilizados no programa Microsoft Office Excel.
Resultados: Durante o período analisado, obteve-se um total de 358 casos de óbito por hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer no estado do Pará. Diante disso, destacam-se os anos de 2017, 2018 e 2016 como mais incidentes, com 47, 46 e 40 casos respectivamente. As cidades com maiores ocorrências de óbitos foram Belém (34,3%), Bragança (11,17%) e Ananindeua (9,49%). Além disso quanto ao sexo, observou-se que os óbitos em bebês do sexo masculino foram mais prevalentes com 53,1%, enquanto no sexo feminino foi 46,9% e a raça com maior incidência foi a parda com um número de 237 casos (66,2%).
Conclusão: Portanto, conclui-se que os óbitos por hipóxia intrauterina e asfixia durante o nascimento tem ocorrências significativas. Esses achados reforçam a importância de estratégias integradas que visem melhorar o monitoramento pré-natal, capacitar profissionais de saúde na identificação precoce de complicações obstétricas e implementar protocolos eficazes de ressuscitação neonatal, que tenham o objetivo de reduzir a incidência desses óbitos no estado do Pará.
Palavras-Chave: Hipóxia intrauterina; óbito; neonatos.

