HORA DO SONINHO: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE UMA ESTRATÉGIA DE CUIDADO E PROTEÇÃO DO NEURODESENVOLVIMENTO EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA EM UM HOSPITAL PÚBLICO NO ESTADO DO PARÁ
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.787Keywords:
desenvolvimento infantil, unidade de terapia intensiva pediátrica, sonoAbstract
INTRODUÇÃO: Durante a infância, a necessidade de hospitalização por um período prolongado pode ocorrer para cinco a dez por cento das crianças. Esse processo pode ser um acontecimento desafiador e um potencial fator de risco ao desenvolvimento da criança. Sendo assim, destaca-se que estratégias de cuidado são necessárias na rotina de assistência multiprofissional, tendo em vista garantir a oferta de estímulos adequados e de proteção ao neurodesenvolvimento. OBJETIVO: Descrever a experiência do projeto “Hora do Soninho” como uma relevante ferramenta de proteção do neurodesenvolvimento em uma UTI pediátrica em um Hospital Público no Estado do Pará. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência, realizado em um hospital público de referência, localizado em Belém do Pará, sobre a implementação do projeto intitulado “Hora do soninho”, em uma UTI Pediátrica, sendo uma ferramenta utilizada como processo de cuidado multiprofissional, com estabelecimento de 1h em cada turno de trabalho com a implementação de oferta de estímulos de conforto e acomodação, sem intervenções dolorosas, desconfortáveis e com redução de estímulos luminosos e sonoros. RESULTADOS E CONCLUSÃO: Unidades de Terapia Intensiva oferecem assistência 24 horas para pacientes em estado crítico, sem interrupção,, onde avaliações constantes, intervenções farmacológicas e procedimentos são necessários. Destaca-se, ainda, toda essa rotina somada à exposição a ruídos ambientais e luzes artificiais contribuem para a interrupção e alteração dos padrões normais de sono das crianças, podendo oferecer riscos ao processo de desenvolvimento da criança. Nesse sentido, destaca-se a estratégia da “Hora do soninho”, como importante ferramenta de cuidado, considerando que crianças precisam do dobro do sono dos adultos para promover a cura, o crescimento e o desenvolvimento cerebral. O foco recente de pesquisas sobre o sono em ambiente de UTI pediátrica tem sido, especialmente, no contexto do delírio, considerando que esta pode ser a consequência mais provável e imediata do sono. O delírio agudo, definido como uma interrupção crescente e decrescente da funcionalidade neurocognitiva, é encontrado em 30%-50% das crianças gravemente doentes e pode representar alterações na excitação, atenção, memória e função cognitiva com hiperatividade ou hipoatividade do Sistema Nervoso Central.

