PREVALÊNCIA E ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS HEPATITES B E D ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM UMA UNIVERSIDADE EM BELÉM, PARÁ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.751Keywords:
Hepatite B, Hepatite D, EpidemiologiaAbstract
INTRODUÇÃO: Hepatite B (HB) e Hepatite D (HD) são infecções virais frequentemente associadas, com alta mortalidade. O Vírus da Hepatite D (VHD) é um vírus satélite que depende do Vírus da Hepatite B (VHB) para sua replicação. A região Norte do Brasil apresenta a maior prevalência dessas infecções, especialmente entre adultos jovens. A transmissão ocorre por via sexual, vertical e pela exposição a sangue contaminado. OBJETIVO: Analisar a prevalência e os aspectos epidemiológicos das Hepatites B e D entre estudantes de graduação de uma Instituição de Ensino Superior. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal quantiqualitativo, realizado na Universidade da Amazônia (UNAMA), Campus Alcindo Cacela, Belém-PA. Participaram acadêmicos maiores de 18 anos, recrutados por amostragem aleatória. Gestantes foram excluídas. A coleta de dados incluiu um Questionário Socioepidemiológico (QSE) e testes rápidos de imunocromatografia para HB. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UNAMA sob parecer nº 5.030.830. RESULTADOS E CONCLUSÃO: A amostra foi composta por 100 participantes submetidos ao teste de imunocromatografia para HB, com 100% (100) dos testes apresentando resultado não reagente para o antígeno HBsAg. No entanto, 11% relataram ter sido infectados pela Hepatite em algum momento da vida, conforme o QSE. A maioria dos participantes foi do sexo feminino (56%). A média de idade foi de 27,5 anos, com maior frequência de participantes de 20 anos. Quanto à vida sexual, 64% (64) dos participantes afirmaram ser sexualmente ativos, 28% (28) não eram, e 8% (8) não responderam. Em relação a relações desprotegidas, 47% (47) afirmaram ter tido nos últimos 6 meses, enquanto 50% (50) não tiveram, e 3% (3) não responderam. A via sexual é a principal forma de contágio da HB, conforme indicado pela OMS. Sobre o consumo de álcool, 57% (57) dos participantes consomem bebidas alcoólicas, 36% (36) não consomem e 7% (7) não responderam. O consumo de álcool está associado ao aumento do risco de hepatite não viral, além de estar relacionado ao tabagismo e ao consumo de compostos hepatotóxicos. O estudo confirmou que a prevalência de casos agudos de coinfecção entre HB e HD na população selecionada é nula. No entanto, parte da população está em risco aumentado de infecção pela HB por via sexual, e exposta ao risco de hepatite não viral devido ao consumo de álcool. Recomenda-se que a instituição onde a pesquisa foi realizada invista em campanhas educativas sobre as hepatites, com ênfase na HD, dada a sua alta endemicidade na região Norte do Brasil.
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References
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