ANÁLISE DA TAXA DE MORTALIDADE PERINATAL NO PARÁ NO PERÍODO DE 2019 A 2023.

Authors

  • Manuella Carneiro Rodrigues UNIFAMAZ
  • Flávia Alessandra Mendes Barbosa
  • Fernanda Eduarda Mendes de Sousa
  • Leonardo Corrêa do Nascimento
  • Roberta Iris Cavalcante
  • Francisco Erismildo Aguiar Júnior
  • Rodrigo Augusto Alfredo Gonzaga dos Santos
  • Rennan Bussons Ribeiro
  • Pedro Henrique Farias dos Santos
  • Esther Anouse Desir
  • Paula Carolina Brabo Monte

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.718

Keywords:

mortalidade perinatal;, saúde materno-infantil;, complicações gestacionais.

Abstract

Introdução: A mortalidade perinatal, que envolve óbitos fetais após 22 semanas de gestação e neonatais até sete dias de vida, é um importante indicador da qualidade do sistema de saúde. No Brasil, há variações regionais, e o Pará enfrenta desafios específicos devido a condições geográficas e sociais.

Objetivos: Analisar as taxas de mortalidade perinatal no Pará entre 2019 e 2023, identificando causas e fatores associados.

Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo ecológico com dados dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Nascidos Vivos (SINASC), utilizando a Classificação Internacional de Doenças (CID) para identificar as causas dos óbitos.

Resultados: Entre 2019 e 2023, o Pará registrou 662.560 nascimentos e 5.330 óbitos neonatais, com as principais causas sendo afecções originadas do período perinatal e traumatismo de parto. A mortalidade neonatal foi predominante entre meninos e pessoas de cor/raça parda. Nos óbitos fetais, houve 6.833 casos, com complicações das membranas como principal causa. A mortalidade fetal também foi mais prevalente entre meninos e em fetos com 32 a 36 semanas de gestação. O parto vaginal foi mais comum, e 85,3% dos óbitos neonatais ocorreram em recém-nascidos com baixo peso.

Conclusão: As altas taxas de mortalidade perinatal no Pará refletem fatores biológicos e sociais. A maior vulnerabilidade dos meninos e a alta mortalidade entre mães com baixa escolaridade indicam desigualdades no acesso aos cuidados de saúde. A associação entre baixo peso ao nascer e maior mortalidade sugere falhas no acompanhamento pré-natal e manejo de gestação de risco. A predominância de partos vaginais entre os óbitos perinatais pode indicar falta de intervenções obstétricas adequadas. A redução da mortalidade perinatal depende do fortalecimento da rede de atenção materno-infantil e da ampliação do acesso a pré-natal de qualidade.

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Published

2026-01-14

How to Cite

Carneiro Rodrigues, M., Mendes Barbosa, F. A., Mendes de Sousa, F. E., Corrêa do Nascimento, L., Cavalcante, R. I., Aguiar Júnior, F. E., Gonzaga dos Santos, R. A. A., Bussons Ribeiro, R., Farias dos Santos, P. H., Anouse Desir, E., & Brabo Monte, P. C. (2026). ANÁLISE DA TAXA DE MORTALIDADE PERINATAL NO PARÁ NO PERÍODO DE 2019 A 2023. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.718