Perfil epidemiológico de Sífilis em gestantes na Região Amazônica do Pará de 2013 a 2023

Authors

  • Caroline Hipólito Pires UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
  • Vinícius Silva Lara Universidade do Estado do Pará
  • Edynando Di Tomaso Santos Pereira Universidade do Estado do Pará
  • Camila Namie Seki Garzon Universidade do Estado do Pará
  • Alice Jacomini Barcos Universidade do Estado do Pará
  • Luiz Fernando Leite da Silva Neto Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.490

Keywords:

Sífilis, Gestante, perfil epidemiológico

Abstract

Perfil epidemiológico de Sífilis em gestantes na Região Amazônica do Pará de 2013 a 2023

Caroline Hipólito Pires¹, Alice Jacomini Barcos¹, Camile Namie Seki Garzon ¹, Edynando Di Tomaso Santos Pereira¹, Vinícius Silva Lara¹, Luiz Fernando Leite Da Silva Neto²

¹ Graduando(a) de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

² Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

 

RESUMO

Introdução: A sífilis é uma infecção sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida principalmente por via sexual e vertical, e menos frequente por contato direto no canal de parto com  lesões sifilíticas e por transfusão sanguínea¹. Sua presença durante a gravidez é um grave problema de saúde pública por ser causa importante de morbidade e mortalidade perinatal². Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico de Sífilis em gestantes na região amazônica do Pará entre 2013-2023. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, transversal, de abordagem quantitativa com uso de dados secundários, os quais foram coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) por meio do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) acerca dos casos de sífilis em gestantes de 2013 a 2023. Utilizou-se as variáveis: ano de diagnóstico, raça/etnia, faixa etária e testes treponêmicos e não treponêmicos. Resultados: No período de 2013 a 2023, foram registrados 21.467 casos de sífilis em gestantes. O ano com o maior número de diagnósticos foi 2022, com 16,5% dos casos. Na distribuição por raça/etnia, a maior prevalência foi entre pardas (81,2%), seguida pela branca (7,6%), preta (6,6%), amarela (0,7%), indígena (0,3%) e registros sem informação (3,4%). Em relação à faixa etária, os casos mais prevalentes foram entre 20 a 39 anos (69,1%), seguidos por 15 a 19 anos (27,8%), 10 a 14 anos (1,5%) e 40 a 59 anos (1,4%). Quanto aos testes realizados, o teste não treponêmico apresentou 17.933 resultados reativos, 2.342 não realizados e 464 não reativos. O teste treponêmico revelou 13.311 resultados reativos, 5.513 não realizados e 1.008 não reativos. Conclusão: Por fim, o estudo caracterizou o perfil epidemiológico da sífilis em gestantes na Região Amazônica do Pará entre 2013 e 2023, identificando maior acometimento entre gestantes pardas, com idade entre 20 e 39 anos, e o teste não treponêmico como o mais utilizado. Dessa forma, a pesquisa evidencia a importância da disponibilização de ações preventivas, orientações em saúde e testes diagnósticos, sendo estes essenciais para a triagem sorológica e para a melhoria da assistência às gestantes com sífilis.

Palavras-chaves: Sífilis; Gestante; Perfil epidemiológico.

Agências Financiadoras: Essa pesquisa não recebeu financiamento para sua realização.

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Author Biographies

Vinícius Silva Lara, Universidade do Estado do Pará

Graduando de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

Edynando Di Tomaso Santos Pereira, Universidade do Estado do Pará

Graduando de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

Camila Namie Seki Garzon, Universidade do Estado do Pará

Graduanda de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

Alice Jacomini Barcos, Universidade do Estado do Pará

Graduanda de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

Luiz Fernando Leite da Silva Neto, Universidade do Estado do Pará

Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

References

¹RamosA. M., RamosT. J. M., CostaI. L. de O. F., ReisA. P. O., LimaS. B. de A., & PaivaD. S. de B. S. (2022). Perfil epidemiológico da sífilis em gestantes no Brasil. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 15(1), e9541. https://doi.org/10.25248/reas.e9541.2022

²Costa, F. F. da, & Andrade, L. G. de. (2023). TRATAMENTO DA SÍFILIS NA GESTAÇÃO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 9(10), 3852–3867. https://doi.org/10.51891/rease.v9i10.12118

Published

2026-01-15

How to Cite

Hipólito Pires, C., Silva Lara, V., Di Tomaso Santos Pereira, E., Namie Seki Garzon, C., Jacomini Barcos, A., & Fernando Leite da Silva Neto, L. (2026). Perfil epidemiológico de Sífilis em gestantes na Região Amazônica do Pará de 2013 a 2023. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.490