Análise do Número de Procedimentos de Exérese de Glândula de Bartholin Na Região Norte Do Brasil De 2019 A 2024.
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.714Palavras-chave:
Glândula de Bartholin, procedimentos cirúrgicos operatórios, epidemiologiaResumo
Introdução: As glândulas de Bartholin são responsáveis pela lubrificação vulvovaginal e podem ser acometidas por processos inflamatórios e infecciosos1. A obstrução de seus ductos pode levar à formação de cistos ou abscessos, que, em casos recorrentes ou refratários a tratamentos conservadores, podem exigir intervenção cirúrgica2. A exérese da glândula de Bartholin é indicada em situações específicas para prevenir recidivas2. Objetivo: Analisar o número de procedimentos de exérese de glândula de Bartholin na região Norte do Brasil no período de 2019 a 2024. Métodos: Estudo descritivo e qualitativo, cujos dados foram obtidos mediante o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), disponíveis no DATASUS. Foram avaliadas o número de internações por procedimento de exérese de glândula de Bartholin na região Norte de 2019 a 2024, observando as variáveis ano de processamento, unidade de federação e caráter de atendimento. Resultados: Foram registradas 4.387 internações, sendo 1.272 eletivas e 3.109 de urgência. Dentre os estados da região Norte, destacam-se – com maior incidência – o Amazonas (1.906) e o Pará (1.850), predominando casos de urgência, enquanto que os estados de Roraima e Amapá apresentaram os menores números, com 18 e 88 registros respectivamente. A análise temporal revelou um padrão heterogêneo na distribuição das internações, registrando o menor número de casos em 2021 (557) e um pico em 2023 (863). Conclusão: O alto número de exéreses realizadas em caráter de urgência sugere dificuldades no acesso ao atendimento ginecológico precoce, o que poderia reduzir complicações e a necessidade de intervenção definitiva. As diferenças na frequência do procedimento entre estados podem refletir disparidades socioeconômicas, impactando tanto o acesso à assistência médica quanto a fatores de risco associados. Esses achados ressaltam a importância de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso a consultas ginecológicas e ao manejo precoce das afecções da glândula de Bartholin, contribuindo para a redução de intervenções cirúrgicas desnecessárias.
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Referências
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