ANÁLISE DA MORTALIDADE POR TUBERCULOSE PULMONAR EM ADULTOS DE 20 A 59 ANOS: COMPARAÇÃO PRÉ E PÓS-PANDÊMICA POR REGIÃO BRASILEIRA A
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.596Palavras-chave:
tuberculose respiratória, perfil epidemiológico, COVID-19Resumo
Introdução: A TB é uma doença infecto-contagiosa causada pela Mycobacterium tuberculosis, que, em sua forma pulmonar, afeta principalmente as vias respiratórias.¹ Também conhecidas como Bacilos de Koch, são formas altamente resistentes a antibióticos e com alta virulência, responsáveis por reações inflamatórias capazes de deprimir o sistema imune do hospedeiro.² Durante a pandemia da COVID 19, o tratamento do paciente com tuberculose foi negligenciado pela demanda do coronavírus, o que aumentou consideravelmente as taxas de mortes relacionadas à TB.³ Objetivos: Descrever as taxas de mortalidade por Tuberculose Pulmonar no período anterior à COVID 19 (2018-2019) e posterior a ela (2022-2023) por região brasileira, destacando Estados de maior aumento. Material e Métodos: A coleta foi realizada com dados da plataforma DATASUS para análise da mortalidade por tuberculose pulmonar, em pacientes com faixa etária de 20 a 59 anos, por Região/Unidade da federação, Grupo CID-10: Tuberculose, Categoria CID-10: A15 Tuberc. respirat. c/conf. bacteriol. e histolog., Causa - CID-BR-10: 005 Tuberculose respiratória, no período de 2018-2023.⁴ Resultados: Do total de óbitos, 1.203 casos ocorreram pré-pandemia (2018-2019), 1.534 durante a pandemia (2020-2021) e 2.105 no pós-pandemia (2022-2023), o que evidencia um aumento de cerca de 75% na mortalidade quando comparada no pré e pós-COVID19 (gráfico 1). As regiões com maiores aumentos foram Sudeste e Centro-Oeste, com percentual de 133% e 132%, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul, Norte e Nordeste (gráfico 2). Com isso, as unidades federativas de maior mortalidade foram Rondônia, Paraíba, Piauí, Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto as de menor aumento foram Pará, Bahia, Amapá e Pernambuco, sendo as 3 últimas com redução percentual (gráfico 3).
Conclusão: Os dados mostram um aumento de 75% na mortalidade por TB pulmonar no pós-pandemia, com maior impacto nas regiões de desenvolvimento econômico. Esse crescimento pode estar ligado a sobrecarga do sistema de saúde, atrasos no diagnóstico e interrupções no tratamento devido à priorização da COVID 19. As variações entre estados reforçam a necessidade de políticas regionais eficazes, que atendam as demandas populacionais para tratamento e redução da mortalidade. A redução em algumas regiões sugere particularidades na gestão da saúde, exigindo maior aprofundamento.
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Referências
¹Luquetti CM, Cavalcanti MHR, Medrano TA, Foeger CM, Tenório DMC, Souza MB, et al. Tuberculose pulmonar em adultos: manifestações clínicas e complicações. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences 6 (8):5656-63.
²Ravagani AJ, Lopes L, Da Cruz PM, Bueno SM. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA TUBERCULOSE PULMONAR. Revista Corpus Hippocraticum, [S. l.], v. 2, n. 1, 2023.
³Cioboata R, Biciusca V, Olteanu M, Vasile CM. COVID-19 and Tuberculosis: Unveiling the Dual Threat and Shared Solutions Perspective. J. Clin. Med. 2023, 12, 4784.
⁴Ministério da Saúde (BR), DATASUS. Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM [Internet]. Brasília, DF: DATASUS; [citado em 2025 Mar 15]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/obt10uf.def.

