Perfil Epidemiológico da Sífilis Congênita na Região Norte Entre 2019 A 2024
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.357Palavras-chave:
sífilis congênita, saúde preventiva, epidemiologiaResumo
Introdução:A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) ocasionada pela bactéria Treponema pallidum, tendo como principais formas de transmissão a Sífilis adquirida, Sífilis congênita e Sífilis latrogênica. A sífilis congênita é uma infecção que ocorre quando a gestante transmite a doença para o feto. A infecção materna não tratada leva a resultados adversos na gravidez, incluindo perda fetal precoce, prematuridade, baixo peso ao nascer e doença congênita entre recém-nascidos(Maciel et al., 2023). É uma doença curável, mas pode ser grave se não tratada. Objetivo: Identificar o perfil epidemiológico dos casos de Sífilis congênita entre os anos de 2019 a 2024. Material e Métodos:Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo-analítico desenvolvido na plataforma do SINAN sobre Sífilis Congênita entre o período de 2019 a 2024, em que foram escolhidas as seguintes variantes da doença: faixa etária, raça, região e ano, foi realizada através da busca dos dados secundários disponibilizados pelo Ministério da saúde.Resultados:No período da pesquisa tivemos um total de 12.892 (100%) infectados com Sífilis Congênita. Sendo o ano de notificação de 2023 que representa o maior índice com 2.430 (18,84%) contaminados, por conseguinte em 2024, teve uma redução dos casos com 1.356 (10,51%). A região que apresenta o maior índice de casos é o Pará, totalizando 5.727 (44,42%) de infectados. A faixa etária com maior número de casos,entre 20 e24 anos, registrou 627(4,86%) ocorrências, e da raça parda em destaque com 1.197 (9,28%) de ocorrências.Conclusão: Esta análise atingiu seu objetivo, visto que foram levantados os dados do perfil epidemiológico dos casos de Sífilis Congênita entre os anos de 2019 a 2024. A partir do estudo da doença, conseguiu-se verificar que os casos têm maior índice em gestantes pardas e faixa etária entre 20 a 24 anos. A pesquisa destaca a importância da notificação da doença para que as ações de prevenção e tratamento sejam realizadas de forma adequada à realidade da patologia.
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Referências
MACIEL, D. P. A. et al. Mortalidade por sífilis congênita: revisão sistemática. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 3, p. 106–116, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.51161/integrar/rems/3655. Acesso em: 02 mar. 2025.
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MATOS, N. B. et al. Sífilis congênita: estudo de caso. REVISA, v. 13, n. 2, p. 622–632, 2024. Disponível em: https://rdcsa.emnuvens.com.br/revista/article/view/199. Acesso em: 03 mar. 2025.

