DRONES COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA NO MONITORAMENTEO E CONTROLE DA MALÁRIA NA AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.876Palavras-chave:
dispositivos aéreos não tripulados, malária, controle de vetores de doençasResumo
INTRODUÇÃO: A malária é um dos maiores desafios de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas como a Região Norte do Brasil, que apresenta taxas de incidência e internação superiores em comparação com outras regiões do país. A transmissão da malária é fortemente influenciada por fatores ambientais, como a presença de corpos d’água adequados para o desenvolvimento dos mosquitos vetores, como o Anopheles. Em resposta a isso, técnicas inovadoras, como o uso de drones para mapeamento de habitats de vetores, têm se mostrado promissoras na detecção e monitoramento dessas áreas, permitindo intervenções de controle mais eficazes e direcionadas. A utilização de dados de drones e satélites pode superar limitações das abordagens tradicionais oferecendo uma alternativa mais eficiente para o gerenciamento de fontes larvais, especialmente em áreas de difícil acesso. OBJETIVOS: Evidenciar o potencial do uso de drones no monitoramento e controle da malária na região amazônica, considerando as particularidades geográficas e logísticas da região. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo ecológico descritivo retrospectivo que analisou a distribuição de casos de internação por malária na região Norte do Brasil entre 2019 e 2024, utilizando dados secundários do DATASUS. O estudo teve como foco a malária falciparum e vivax, com extração de dados por meio de filtros específicos. Foi estabelecida uma relação percentual entre a Região Norte e o Brasil, em termo de internação. RESULTADOS: Entre 2019 e 2024, a Região Norte concentrou uma proporção significativa das internações por malária no Brasil, com uma média de 86,74%. O ano de 2019 apresentou a maior proporção, com 90,66% dos casos ocorrendo nessa região. Os percentuais de internação nos anos seguintes variaram: em 2020 foi 89,14%, em 2021 85,8%, em 2022 79,44%, em 2023 87,87% e em 2024 87,55%. Esses dados destacam a concentração de casos na Região Norte, refletindo a persistência do desafio no controle da doença. CONCLUSÃO: A alta concentração de casos de malária na Região Norte do Brasil, com uma média de 86,74% das internações entre 2019 e 2024, destaca a necessidade urgente de novas abordagens para o controle da doença. O ano de 2019, com 90,66% dos casos, ilustra a gravidade da situação e a sobrecarga dessa região no cenário nacional. Nesse contexto, o uso de drones se apresenta como uma ferramenta estratégica inovadora, capaz de melhorar a eficácia das intervenções, especialmente em áreas de difícil acesso, onde os métodos tradicionais falham. A tecnologia de drones permite monitorar grandes áreas e identificar focos de transmissão com maior precisão, oferecendo uma solução complementar valiosa ao controle de malária. Além disso, a integração de dados de drones e satélites pode otimizar os recursos de saúde pública, proporcionando respostas mais rápidas e direcionadas, fundamentais para a redução dos índices de malária na região amazônica.
PALAVRAS-CHAVE: Dispositivos Aéreos não Tripulados, Malária, Controle de Vetores de Doenças.
REFERÊNCIAS:
HARDY, A. et al. Conditional trust: Community perceptions of drone use in malaria control in Zanzibar. Technology in society, v. 68, n. 101895, p. 101895, 2022.
HARDY, A. et al. Using low-cost drones to map malaria vector habitats. Parasites & vectors, v. 10, n. 1, 2017.
STANTON, M. C. et al. The application of drones for mosquito larval habitat identification in rural environments: a practical approach for malaria control? Malaria journal, v. 20, n. 1, 2021.
TRUJILLANO, F. et al. Mapping malaria vector habitats in west Africa: Drone imagery and deep learning analysis for targeted vector surveillance. Remote sensing, v. 15, n. 11, p. 2775, 2023.
TRUJILLANO, F. et al. Using image segmentation models to analyse high-resolution earth observation data: new tools to monitor disease risks in changing environments. International journal of health geographics, v. 23, n. 1, 2024.
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HARDY, A. et al. Conditional trust: Community perceptions of drone use in malaria control in Zanzibar. Technology in society, v. 68, n. 101895, p. 101895, 2022.
HARDY, A. et al. Using low-cost drones to map malaria vector habitats. Parasites & vectors, v. 10, n. 1, 2017.
STANTON, M. C. et al. The application of drones for mosquito larval habitat identification in rural environments: a practical approach for malaria control? Malaria journal, v. 20, n. 1, 2021.
TRUJILLANO, F. et al. Mapping malaria vector habitats in west Africa: Drone imagery and deep learning analysis for targeted vector surveillance. Remote sensing, v. 15, n. 11, p. 2775, 2023.
TRUJILLANO, F. et al. Using image segmentation models to analyse high-resolution earth observation data: new tools to monitor disease risks in changing environments. International journal of health geographics, v. 23, n. 1, 2024.

