Análise do Perfil de Incidência da Hanseníase em Crianças e Adolescentes de 1 a 14 anos no Estado do Pará, Comparado a Região Norte entre os Anos de 2014 e 2024.
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.871Palavras-chave:
região norte, hanseníase, criançasResumo
INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa, de baixa patogenicidade,
causada pelo Mycobacterium leprae, considerada um problema de saúde pública1. Devido à alta
infectividade, é uma doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória2
. Embora a
hanseníase prevaleça mais em adultos, a incidência de novos casos em crianças e adolescentes é
significativa3
. OBJETIVO: Analisar o perfil de incidência da Hanseníase em crianças e adolescentes
de 01 a 14 anos no estado do Pará, comparando dados da região Norte entre os anos de 2014 e 2024
para mapear o perfil da doença. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e
quantitativo, que se valeu dos dados obtidos pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificação
(SINAN), disponíveis no DATASUS. As informações tratam dos casos confirmados de hanseníase em
crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na Região Norte de 2014 a 2024. Utilizou-se as variáveis: ano
de diagnóstico, faixa etária, unidade de federação e cor/raça. RESULTADOS: Observou-se que, do
total de 1066 casos confirmados, o estado do Pará registrou o maior número de casos (735), seguido
pelos estados do Tocantins (130) e do Amazonas (109). A menor incidência ocorreu em 2024 (41) e o
maior número ocorreu em 2014 (182). Foram registrados 13 casos na faixa etária de 1- 4 anos e 773
casos entre 10 -14 anos. Em relação à cor/raça, o número de casos confirmados foi mais alto na
população parda (825). CONCLUSÃO: O ano de 2014 registrou o maior número de casos, com queda
na incidência nos anos seguintes, sendo 2024 o ano com o menor número de diagnósticos. Apesar dessa
redução, os dados indicam uma prevalência considerável entre crianças e adolescentes na faixa etária
de 10 a 14 anos, predominantemente entre pardos. Esses dados evidenciam a necessidade de políticas
públicas específicas e programas de saúde direcionados para o diagnóstico precoce e para o tratamento
especialmente em regiões endêmicas como o Pará, para evitar o avanço da doença e suas complicações.
Portanto, as menores notificações nos últimos anos é um indicativo positivo, mas a manutenção de
esforços é essencial para erradicação da doença.
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Referências
-Ministério da Saúde [Internet]. Hanseníase; [citado 7 mar 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase
-Oliveira MB, Diniz LM. Leprosy among children under 15 years of age: literature review. Na Bras Dermatol. 2016 Apr;91(2):196-203. Doi: 10.1590/abd1806-4841.20163661. PMID: 27192519; PMCID: PMC4861567.
-Brasil. Ministério da Saúde. (2023). Boletim Epidemiológico Hanseníase. Recuperado de: https://www.gov.br/saude/pt-br
Relatório atualizado sobre a incidência de hanseníase no Brasil, com foco em dados de prevalência por faixa etária e região.
-Pereira, S. A., Oliveira, F. L., & Lopes, M. F. (2019). A hanseníase na Amazônia: fatores sociais, ambientais e desafios no controle da doença. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 52(5), e20190179. https://doi.org/10.1590/0037-8682-0178-2019
Estudo sobre os desafios da hanseníase na região Amazônica, que inclui o estado do Pará, e os fatores que dificultam o controle da doença.

