PROFILAXIA DO VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO COM PALIVIZUMABE NA AMAZÔNIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.859Palavras-chave:
Palivizumabe, Vírus Sincicial Respiratório, Assistência de EnfermagemResumo
Objetivo. Descrever a experiência vivenciada durante o programa sazonal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em um Ambulatório de alta complexidade na Amazônia. Métodos. Estudo descritivo, do tipo Relato de Experiência, vivenciado durante o período de sazonalidade de aplicação do imunobiológico Palivizumabe, que ocorre durante o inverno Amazônico, entre janeiro e junho, período de maior incidência de síndromes gripais, programa direcionado para crianças de até 2 anos de idade com diagnóstico confirmado de patologias cardíacas com repercussão hemodinâmica sendo administrado em até 5 doses com intervalos de 30 dias. Resultados. O atendimento começa com o agendamento das crianças, via aplicativo móvel, que acontece três vezes por semana com um quantitativo de 15 crianças por dia, às segundas, quartas e quintas-feiras, no serviço ambulatorial e uma equipe multiprofissional treinada composta por médico, equipe de enfermagem e agente administrativo. A mãe da criança ao chegar no ambulatório passa pelo guichê para retirar sua ficha de atendimento, seguindo para e atendimento médico para anamnese, exame físico e pesagem. Em seguida, a criança passa para a sala de imunização, onde é assistida pela enfermeira para realizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem, e o gerenciamento de todo o processo e sob sua supervisão o técnico de enfermagem realiza a administração do medicamento. Conclusão. A experiência vivenciada no programa de profilaxia do VSR com Palivizumabe evidenciou o gerenciamento de enfermagem neste processo de trabalho, bem como a assistência de enfermagem garantindo a adesão dos pais ao programa. A estruturação adequada do serviço, incluindo o agendamento e o armazenamento correto da medicação, contribuiu para a eficácia do programa. No entanto, desafios como as longas distâncias que as crianças percorrem com seus pais para receberem a medicação, pois são oriundas de vários municípios do Estado e até mesmo de Estados vizinhos, devido à falta de oferta da medicação em seu local de domicílio, demonstra a necessidade de melhorias contínuas no acesso à Rede de Atenção à Saúde. Por fim, a assistência de enfermagem mostrou-se essencial para a qualidade e humanização do atendimento no contexto ambulatorial.
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC). Protocolo de uso: Palivizumabe para prevenção da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório. Brasília, DF, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2018/relatorio_protocolouso__palivizumabe.pdf. Acesso em: 10 mar. 2025.

