A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO PERIOPERATÓRIO DE TRANSPLANTE RENAL INTERVIVOS
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.858Palavras-chave:
Cuidados de Enfermagem, Transplante, Transplante de RimResumo
Introdução: O transplante intervivos é a retirada de um rim de uma pessoa saudável que voluntariamente consente em doá-la ao paciente com insuficiência renal crônica. Essa modalidade apresenta melhores resultados em relação àqueles realizados com doador falecido, devido ao menor tempo de isquemia fria e da certificação prévia da boa função renal do doador. O enfermeiro possui um papel essencial neste processo, visto que segundo a Resolução COFEN 292 de 7 de junho de 2004 “Ao Enfermeiro incumbe aplicar a sistematização de assistência de enfermagem em todas as fases do processo de doação e transplante de órgãos e tecidos ao receptor e família, que inclui o acompanhamento pré, pós-transplante e transplante”. Objetivo: Relatar a experiência de uma enfermeira residente em nefrologia durante o perioperatório de transplante renal intervivos. Material e Métodos: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado através da vivência de uma enfermeira do programa de residência multiprofissional em Nefrologia durante sua atuação no campo de prática no Hospital Ophir Loyola, na enfermaria do transplante renal. Resultados e Conclusão: No período pré-operatório o enfermeiro atua na admissão do doador e receptor no serviço 48 horas antes da cirurgia, estes devem ser separados e o receptor isolado. Nesse momento é realizado a avaliação de enfermagem por meio de entrevista e exame físico e são repassadas as orientações iniciais sobre o procedimento cirúrgico. No intraoperatório o enfermeiro é responsável por garantir a segurança do procedimento. Cabe ao enfermeiro a montagem da mesa de perfusão, assegurando que todos os instrumentais e equipamentos necessários estejam disponíveis e em condições adequadas, incluindo as soluções de preservação renal, além de participar ativamente do preparo e encaminhamento do enxerto renal para implante, assegurando que todas as etapas sejam realizadas conforme os protocolos estabelecidos. Já no pós-operatório mediato o foco é garantir a recuperação adequada do receptor e doador, prevenindo infecções e realizando curativos na incisão cirúrgica. Para o receptor o cuidado se estende a monitorização rigorosa dos sinais vitais e do débito urinário, e a detecção precoce de sinais de disfunção do enxerto, além da do reforço do uso correto dos imunossupressores. Conclui-se assim que experiência no campo evidenciou importância da assistência de enfermagem especializada para o sucesso do transplante intervivos.

