PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO SARAMPO E DA RUBÉOLA EM MENORES DE 15 ANOS NO PARÁ: UMA ANÁLISE DE 2018 A 2022.
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.857Palavras-chave:
Sarampo, Rubéola, epidemiologia.Resumo
INTRODUÇÃO: O Sarampo e a Rubéola fazem parte das doenças exantemáticas com maior prevalência no Brasil1.Tratam-se de doenças infecciosas sistêmicas, altamente contagiosas, que apresentam um quadro clínico clássico de lesões cutâneas, e acometem mais frequentemente crianças2. Ambas estão na Lista Nacional De Notificação Compulsória, devido ao risco oferecido à saúde pública³.A análise epidemiológica faz-se necessária para compreender os padrões das doenças e para direcionar estratégias de prevenção e erradicação no estado do Pará. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de Sarampo e Rubéola no estado Pará em crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, entre 2018 e 2022.METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e quantitativo com dados obtidos no SIH/SUS, via DATASUS. Os dados tratam de casos confirmados de sarampo e rubéola na faixa etária de 0 a 14 anos, notificados no Pará, no período de 2018 a 2022, utilizando as variáveis: ano de diagnóstico, unidade de federação, faixa etária e raça/cor. RESULTADOS: No período analisado, houve um total de 202 casos de Sarampo e Rubéola entre menores de 15 anos, com maior número de notificações ocorrendo em 2020 (168). O Pará registrou 200 casos de Sarampo, sendo responsável por 18,6% dos casos na Região Norte. No mesmo cenário, foram identificados 2 casos de Rubéola, sendo o estado da Região Norte com mais notificação. Em relação à faixa etária, os menores de 1 ano foram os mais afetados pelo sarampo (109), enquanto que a rubéola afetou igualmente as faixas etárias de menores de 1 ano e de 5 a 9 anos. A maior incidência da doença ocorreu entre pessoas pardas. CONCLUSÃO: O estudo evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de prevenção, especialmente na ampliação da cobertura vacinal e no fortalecimento da vigilância epidemiológica. Enquanto a rubéola se mantém sob controle, o sarampo continua sendo um desafio, refletindo lacunas na imunização e na detecção precoce de casos. Medidas eficazes, como campanhas de conscientização e melhoria no acesso aos serviços de saúde, são fundamentais para proteger a população infantil e evitar novos surtos dessas doenças.
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Referências
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