Disparidades no Acesso a Exames Preventivos entre Pessoas Trans e Lésbicas no Brasil

Autores

  • MARCELLA RAMOS GORAYEB SANTA CASA
  • Julianna Maria Siqueira Sousa

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.849

Palavras-chave:

Saúde LGBTQIAPN, desigualdade em saúde, DATASUS

Resumo

Introdução: O acesso a exames preventivos – como Papanicolau, mamografia e testagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – é fundamental para a promoção da saúde e prevenção de agravos. Entretanto, pessoas trans e lésbicas enfrentam barreiras estruturais e sociais que dificultam a realização desses exames, configurando um importante problema de saúde pública. Objetivo: Avaliar a frequência de realização dos exames preventivos entre pessoas trans e lésbicas no Brasil, comparando-os com os índices observados na população cisgênero heterossexual, a fim de identificar desigualdades no acesso ao cuidado preventivo. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal com análise de dados secundários extraídos do DATASUS, abrangendo o período de 2015 a 2024. Foram utilizados os registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). A amostra incluiu indivíduos que se identificam como trans ou lésbicas, e os dados referentes à realização de Papanicolau, mamografia e testagem para ISTs foram comparados com os da população cisgênero heterossexual, por meio de análises estatísticas descritivas. Resultados: Os resultados demonstraram que as taxas de realização dos exames preventivos em pessoas trans e lésbicas são significativamente inferiores às observadas na população cisgênero heterossexual. Destaca-se que, entre os homens trans, a realização de Papanicolau foi particularmente baixa, enquanto mulheres lésbicas apresentaram menor adesão à mamografia. Entre as barreiras identificadas estão a falta de capacitação dos profissionais de saúde, o medo de discriminação e a inexistência de diretrizes específicas para o atendimento dessa população. Conclusão: As disparidades identificadas evidenciam a necessidade de políticas públicas direcionadas e da capacitação continuada dos profissionais de saúde para o atendimento de pessoas trans e lésbicas. Estratégias como campanhas inclusivas e a ampliação de ambulatórios especializados podem contribuir significativamente para a redução dessas desigualdades e a melhoria dos indicadores de saúde.

Palavras-chave: Saúde LGBTQIAPN+; Exames Preventivos; Desigualdade em Saúde; DATASUS; População Trans; Mulheres Lésbicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

15.01.2026

Como Citar

RAMOS GORAYEB, M., & Siqueira Sousa, J. M. (2026). Disparidades no Acesso a Exames Preventivos entre Pessoas Trans e Lésbicas no Brasil. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.849