INTEGRALIDADE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO COMPLEMENTAR PARA GESTANTES COM CARDIOPATIAS MATERNA OU FETAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.846Palavras-chave:
Pré-Natal, cardiopatias, Consulta de enfermagemResumo
Objetivo. Relatar a experiência sobre o atendimento de Pré-Natal Complementar de Alto Risco a gestantes com cardiopatias maternas ou fetais em um Hospital de referência em cardiologia. Método. Estudo descritivo, do tipo Relato de Experiência, descreve a Consulta de Enfermagem no Programa de Pré-Natal Complementar de Alto Risco para gestantes com diagnóstico de cardiopatia materna ou fetal. A experiência ocorreu durante um estágio extracurricular supervisionado no ambulatório de alta complexidade de um hospital referência em Belém do Pará, entre agosto e dezembro de 2024. O programa atende gestantes até 24 semanas de gestação com diagnóstico de cardiopatia materna (congênita ou adquirida) ou fetal. Resultados. O acesso ao serviço é feito por meio das Unidades Básicas de Saúde, com encaminhamento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As gestantes são classificadas conforme sua condição clínica (Classes Funcionais I a IV), determinando a frequência do acompanhamento obstétrico e cardiológico. Elas recebem suporte multiprofissional, incluindo enfermeira obstetra, psicólogo, assistente social, médicos, odontólogo e nutricionista. A enfermeira obstetra realiza consultas periódicas, aferindo pressão, peso, altura uterina e batimentos cardiofetais, além de identificar sinais precoces de descompensação cardíaca e acompanhar o plano de parto. No entanto, as dificuldades socioeconômicas das gestantes, pois observou-se que a maioria das gestantes era de localidades distantes da capital paraense, dificultando o acesso regular ao atendimento, mesmo com o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que garante acesso ao atendimento pelo SUS para pacientes sem assistência adequada no seu município, isso comprometendo a continuidade do pré-natal de alto risco e influenciando o desfecho da gestação. Conclusão. O acompanhamento das gestantes no pré-natal de alto risco destacou a importância da assistência de enfermagem nas consultas, promovendo a conscientização sobre os cuidados materno-fetais e a condição da gestante. As dificuldades socioeconômicas impactam o acesso aos serviços, comprometendo o acompanhamento. A implementação de estratégias, como o TFD, ajuda a minimizar essas barreiras. O programa se destaca como modelo de atendimento integral e humanizado pelo SUS para gestantes de risco.
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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 13 jun. 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html Acesso em: 10 mar. 2025.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ. Instruções para o Tratamento Fora do Domicílio (TFD). 2021. Disponível em: https://www2.mppa.mp.br/sistemas/gcsubsites/upload/79/instrucoes_TFD.pdf Acesso em: 10 mar. 2025.

