O USO DE QUEBRA CABEÇA COMO RECURSO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL PARA MINIMIZAR ANSIEDADE EM CRIANÇAS INTERNADAS NA ENFERMARIA DE NEFROLOGIA PEDIÁTRICA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.825Palavras-chave:
terapia ocupacional; nefrologia pediátrica; saúde da criança; ansiedade; transplante renalResumo
A Ansiedade está entre os maiores problemas de saúde mental mundial. No Brasil, dados da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que, entre 2013 e 2023, o número de adolescentes diagnosticados com ansiedade chegou a 282,8 a cada 100 mil, mais que o dobro dos números entre pessoas com mais de 20 anos, que é de 112,5 a cada 100 mil. O processo de internação é naturalmente estressante e gerador de ansiedade e quando falamos de pacientes pediátricos, percebe-se maior dificuldade para lidar com esses sentimentos que ainda estão em construção. O terapeuta ocupacional utiliza do modelo lúdico como recurso terapêutico durante a internação de crianças e adolescentes, tendo em vista que a principal ocupação da criança é o brincar. O quebra cabeça está relacionado ao alivio de estresse e ansiedade e é um jogo que desperta muito interesse entre as crianças. Na Terapia Ocupacional o jogo é comumente utilizado para trabalhar aspectos cognitivos de atenção sustentanda, compartilhada, concentração, percepção visual, coordenação motora fina, noção espacial, memoria, raciocínio lógico, planejamento e resolução de problemas. Além disso, favorece a autoestima, estimulando a criatividade, a partir de estratégias para montagem e desenvolvendo persistência para resolução.

