PRODUÇÃO DE UM CICLOERGÔMETRO SUSTENTÁVEL PARA MOBILIZAÇÃO ARTICULAR DE PACIENTES ATENDIDOS PELO PROGRAMA MELHOR EM CASA NA AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.821Palavras-chave:
Tecnologia em Saúde, Atendimento domiciliar, Sustentabilidade, Inclusão SocialResumo
Introdução: A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o conceito “Tecnologia em Saúde” como a aplicação de conhecimentos e habilidades organizados na forma de dispositivos, medicamentos, vacinas, procedimentos e sistemas desenvolvidos para resolver um problema de saúde e melhorar a qualidade de vida, tendo como objetivo promover a saúde, prevenir e tratar as doenças e possibilitar a reabilitação dos pacientes. Por sua vez, os atendimentos domiciliares proporcionam uma série de vantagens, sendo o objetivo do Programa Melhor em Casa ofertar atendimento médico às casas de pessoas com necessidade de reabilitação motora, como idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica, atenuando a problemática de internações desnecessárias e de filas dos serviços de urgência e emergência. Sabe-se que o cicloergômetro oferece vários benefícios referentes ao seu uso como: mobilizações articulares, melhora da circulação, diminuição de casos de úlcera por pressão, além de fortalecimento muscular, ganho de ADM e melhora da coordenação motora. Diante de tais fatos, o planejamento e execução deste material justifica-se na imperiosa necessidade de proporcionar aos pacientes do Programa Melhor em Casa oportunidades de utilizarem equipamentos que auxiliem seu tratamento concedendo resultados positivos para seu quadro clínico. Objetivo: Desenvolver um dispositivo para fim terapêutico de característica motora de baixo custo (cicloergômetro) para implementação do plano de tratamento de pacientes atendidos pelo Programa Melhor em Casa. Material e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, relato de experiência, realizado por quatro discentes do 6º semestre do curso de Fisioterapia da UEPA, referente à produção de um cicloergômetro com materiais de baixo custo para fim terapêutico, direcionado ao programa Melhor em Casa (Ministério da Saúde) no município de Tucuruí-PA. Inicialmente, foi realizada uma reunião entre os discentes para discussão e escolha dos materiais necessários para a criação do dispositivo. Na segunda etapa, foi desenvolvida e definida a sequência das operações para produção do cicloergômetro e quais itens a serem utilizados. Em seguida, o grupo listou os materiais necessários para a confecção do produto, e posteriormente coletou-os para reaproveitamento, visando a sustentabilidade. Os materiais utilizados foram: madeira, pedivelas, pedais, rolamento (eixo), cola de madeira, serrote, pregos, martelo e cano PVC (50 mm), além de elementos opcionais como, tinta para acabamento. Após essa etapa, o grupo dividiu as tarefas para início da montagem em: recorte da madeira nas medidas estipuladas, colagem e fixação das partes recortadas, encaixe do rolamento, pedivelas e pedais, seguido de um acabamento com a pintura do dispositivo. Resultados e Conclusão: O cicloergômetro apresenta fixação segura e resistente, com sua base e toda sua estrutura rígida, com uma extensão que permite fácil manuseio. Outrossim, o produto é estável em superfícies como pisos e camas, sendo um excelente equipamento para a prática terapêutica no tratamento desses pacientes. Além disso, o grupo desenvolveu uma cartilha com todas as informações básicas e necessárias, referentes ao conceito e produção do cicloergômetro. O desenvolvimento do cicloergômetro sustentável se porta como uma alternativa de introdução de tecnologias de saúde no cotidiano de pacientes de reabilitação motora, além de englobar questões de sustentabilidade e inclusão social em aspectos econômicos, por ser de fácil reprodutibilidade.

