SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A GESTANTES EM SITUAÇÃO DE RISCO DE ABORTO
AVALIAÇÕES DIAGNÓSTICAS E ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.816Palavras-chave:
Ameaça de Aborto, cuidados de enfermagem, sistematização da assistência de enfermagem (SAE), ginecologia, obstetríciaResumo
Introdução: A ameaça de aborto é uma complicação gestacional que ocorre com cerca de 25% das gestantes e se caracteriza por sangramento vaginal antes dos quatro meses de gestação, acompanhado por hemorragia e algia. O risco de aborto pode ser causado por doenças autoimunes, insuficiência istmo-cervical, infecções, síndrome hipertensiva, tabagismo, consumo excessivo de álcool, idade materna avançada e outros fatores. O atendimento adequado envolve uma assistência holística e humanizada, fundamentada na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que orienta as ações práticas dos enfermeiros. Objetivos: Levantar os principais diagnósticos e intervenções de enfermagem na ameaça de aborto, com o intuito de construir um instrumento de Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) para aplicação prática. Métodos: Foi realizada uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), seguida pela produção de uma tecnologia assistencial. A revisão compreendeu a seleção de artigos publicados entre 2018 e 2022, disponíveis nas bases de dados LILACS, SciELO, PubMed via biblioteca de busca de livre acesso PUBMED. Foram analisados nove estudos que abordavam diagnósticos e intervenções de enfermagem para gestantes com ameaça de abortamento. A construção da tecnologia assistencial foi realizada de forma detalhada, a partir das evidências consolidadas obtidas diante dos achados da revisão integrativa, e que seja eficiente para que o público entenda a importância da informação contida na tecnologia. Resultados: Os estudos analisados identificaram oito diagnósticos de enfermagem: glicemia instável, risco de infecção, luto antecipado, medo do parto, sono e repouso prejudicados, integridade da pele comprometida, risco de hemorragia pós-parto e autoestima baixa. As intervenções recomendadas incluem monitoramento de sinais e sintomas, orientação psicológica, implementação de práticas culturais e religiosas, monitoramento de glicemia e pressão arterial, e apoio emocional e familiar. Foi elaborado um guia prático com orientações para o manejo clínico e humanizado dessas pacientes. Conclusão: A prática humanizada e a implementação da SAE demonstraram reduzir o sofrimento das pacientes durante a internação hospitalar, garantindo um atendimento integral e de qualidade. Pela necessidade de se reduzir a incidência de aborto por causas evitáveis, é essencial o investimento de metodologias ativas de ensino no processo de formação acadêmica, para uma educação continuada na área da saúde, mais especificamente no âmbito das gestantes em risco de aborto. A SAE facilita o trabalho dos profissionais de enfermagem e promove melhores resultados clínicos para as gestantes em risco de abortamento.
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Referências
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