DISPARIDADES RACIAIS NOS PADRÕES DE INTERNAÇÃO E NA TAXA DE MORTALIDADE DE HOMENS COM TRANSTORNO ESQUIZOFRÊNICO NO BRASIL (2020-2024)
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.793Palavras-chave:
Epidemiologia, Esquizofrenia, homens, epidemiologiaResumo
Introdução: A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e complexo, caracterizado por distorções no pensamento, na percepção da realidade, além de alterações no humor e no comportamento. Trata-se de uma condição multifatorial incapacitante que afeta cerca de 1% da população mundial. No Brasil, observa-se que a desigualdade no acesso aos serviços de saúde entre homens de diferentes grupos raciais impacta significativamente o prognóstico da doença, assim como a remissão dos sintomas.Objetivo: Analisar como as disparidades raciais no acesso ao sistema de saúde comprometem a continuidade e a eficácia do tratamento da esquizofrenia. Material e Métodos: Estudo epideomiologico descritivo, retrospectivo, e de caráter quantitativo, por meio de coleta de dados no Sistema de Informações Hospitalares do SUS no Departamento e informática do SUS (DATASUS), com dados do período de 5 anos (JANEIRO 2020-DEZEMBRO 2024) referentes às internações decorrentes de transtorno esquizofrênico nas regiões brasileiras no sexo masculino nos grupos raciais: brancos, pretos, pardos, amarelos e indígenas , integrando a esses dados a taxa de mortalidade. Resultados: As internações foram majoritariamente de pessoas autodeclaradas pardas, totalizando 88.648 casos. Em seguida, vieram as pessoas brancas, com 71.257 internações. Os números diminuem consideravelmente para os demais grupos: pretos (13.657), amarelos (3.962) e indígenas (115).Em ordem decrescente, a taxa de mortalidade se apresentou da seguinte forma: brancos (0,33), pretos (0,28), pardos (0,24), amarelos (0,10), população indígena (não declarado).As maiores taxas de mortalidade foram registradas na região Sudeste para brancos (0,40) e pardos (0,31). Para pretos (0,32) e amarelos (0,25), a região Sul apresentou as maiores taxas.Conclusão: Os dados mostram que as internações foram predominantemente de pessoas autodeclaradas pardas, seguidas por brancas, com números menores para os demais grupos étnicos. As taxas de mortalidade mais altas foram observadas entre brancos, seguidos por pretos e pardos, enquanto amarelos e indígenas apresentaram taxas mais baixas. As maiores taxas de mortalidade por região ocorreram no Sudeste para brancos e pardos e no Sul para pretos e amarelos. Esses dados destacam as desigualdades raciais e regionais na saúde, sugerindo a necessidade de políticas públicas mais específicas para reduzir as disparidades e melhorar o acesso ao atendimento. Palavras-chave: Esquizofrenia; Homens; Epidemiologia
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Referências
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