TRANSPLANTE RENAL PEDIÁTRICO E A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA RESIDENCIA MULTIPROFISSIONAL
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.740Resumo
INTRODUÇÃO: Atualmente há o aumento da prevalência da doença renal crônica (DCR), estima-se que 1 em cada 10 brasileiros é afetado. A DCR caracteriza-se como uma condição progressiva e irreversível em que os rins perdem gradualmente sua função ao longo do tempo. O transplante renal é uma das modalidades de terapia renal substitutiva (TRS) que apresenta mais benefícios para a qualidade de vida do usuário. A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA) é referência em nefropediatria com atendimento ambulatorial, enfermaria especializada e centro de terapias de substituição renal como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal, realizando transplante pediátrico desde o ano de 2019 e conta com uma equipe multidisciplinar na qual faz parte o Terapeuta Ocupacional. OBJETIVO: Descrever a experiência profissional de atendimento da equipe de terapia ocupacional ao usuário renal crônico nos cenários da hemodiálise, UTI-PED e enfermaria de nefrologia. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo qualitativo e descritivo, do tipo relato de experiência. os atendimentos de terapia ocupacional ocorreram em três setores de atendimento ao paciente renal crônico: tratamento ambulatorial de hemodiálise, pós transplante renal na unidade de terapia intensiva (UTI) e enfermaria de nefrologia. Os atendimentos foram realizados semanalmente no setor ambulatorial de hemodiálise, na fase de espera e preparação para o transplante, diariamente na UTI com o paciente de pós-transplante e na enfermaria nefrológica no preparo para a alta no pós-transplante. RESULTADOS: Os atendimentos em terapia ocupacional foram favorecidos pela parceria entre a FSCMPA e o programa de residência multiprofissional em Atenção à saúde da mulher e da criança, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), o qual possui como cenários de atuação os setores descritos acima. Os atendimentos visaram promover a autonomia, a independência nas atividades de autocuidado e a participação do usuário pediátrico em seu processo de cuidado e reabilitação nas fases de pré e pós-transplante. Enquanto estratégias de intervenção foram utilizados: recursos lúdicos/brinquedos, palestras educativas em saúde, instrumentalização das crianças e de seus cuidadores acerca do tratamento renal, resgate ocupacional de atividades significativas e treino de atividades de vida diária em preparação para a alta hospitalar pós transplante. CONCLUSÃO: É importante salientar o papel do terapeuta ocupacional enquanto profissional articulador do cuidado e de práticas promotoras de qualidade de vida ao paciente frenal crônico pediátrico no contexto ambulatorial e hospitalar, atuando em atividades de educação em saúde e práticas para favorecer a autonomia, independência e o protagonismo dos usuários em seus processos terapêuticos e de autocuidado contínuo.
PALAVRAS-CHAVES: Terapia Ocupacional; Doença Renal Crônica; Transplante de Rim.
EIXO TEMÁTICO 4: Transplante Renal

