ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS VALIDADOS PELA SOCIEDADE MÉDICA E AS TECNOLOGIAS VESTÍVEIS NA AFERIÇÃO DOS SINAIS VITAISESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS VALIDADOS PELA SOCIEDADE MÉDICA E AS TECNOLOGIAS VESTÍVEIS NA AFERIÇÃO DOS SINAIS VITAIS
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.698Palavras-chave:
tecnologia e inovação em saúde, sinais vitaisResumo
INTRODUÇÃO: A expansão dos dispositivos vestíveis permitiu o automonitoramento de sinais vitais. Contudo, a falta de validação clínica e variações nas medições levantam questões sobre sua precisão e aplicação na prática médica. OBJETIVO: Analisar a assertividade dos dispositivos portáteis, quanto à monitorização de frequência cardíaca, respiratória, pressão arterial e saturação de oxigênio, em comparação aos métodos de aferição validados pela medicina. METODOLOGIA: Trata- se de um estudo transversal, descritivo e qualitativo, realizado no período de Setembro a Dezembro de 2024, na UEPA/CCBS II, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do mesmo local, sob parecer de número 7.109.841. Participaram alunos e funcionários, que tiveram seus sinais vitais, como pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC) e saturação de oxigênio, mensurados pelas tecnologias vestíveis (aparelho de pressão de pulso e smartwatch) e pelos dispositivos validados pela medicina (esfigmomanômetro, palpação da artéria carótida, oxímetro de pulso). Os valores obtidos foram registrados e comparados por meio de testes de normalidade e de correlação. RESULTADOS: Ao total 100 pessoas participaram do projeto e tiveram seus sinais vitais verificados. Para avaliação da normalidade, o teste de Shapiro-Wilk revelou que não houve uma distribuição normal entre variáveis analisadas, sugerindo a necessidade de associação de testes não-paramétricos para correta análise de correlação. Assim, o teste de Spearman foi selecionado e evidenciou que a correlação entre a PA sistólica mensurada pelo esfigmomanômetro e o aparelho de pulso foi moderada (ρ = 0,73; p-valor < 0,001), bem como a PA diastólica (ρ = 0,55; p-valor < 0,001). A FC mensurada pela palpação da carótida e pelo smartwatch também foi moderada (ρ = 0,79; p-valor < 0,001). Por sua vez, a relação da saturação de oxigênio aferida pelo oxímetro e pelo smartwatch foi fraca (ρ = 0,13; p-valor < 0,18).CONCLUSÃO: Os dispositivos analisados apresentaram correlações moderadas para a aferição da PA e da FC, sugerindo sua possível aplicabilidade em contextos clínicos e monitoramento remoto. No entanto, a baixa correlação observada na saturação de oxigênio indica a necessidade de cautela na utilização do smartwatch para essa finalidade. Estudos adicionais são recomendados para validar esses achados e investigar possíveis fatores que influenciam a precisão das medições.
PALAVRAS - CHAVE: Tecnologia e Inovação em Saúde, Sinais Vitais.

