O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ÓBITOS POR DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS EM CRIANÇAS DE 1 A 9 ANOS NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2021 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.695Palavras-chave:
Doenças Infecciosas, doenças parasitárias, saúde infantil, mortalidade infantil;Resumo
Introdução: As doenças infecciosas são causadas por patógenos como bactérias, vírus, fungos ou protozoários, já as doenças parasitárias tem como principais parasitas protozoários, helmintos ou ectoparasitas. Essas doenças possuem uma incidência relevante na infância, uma vez que podem desencadear o óbito infantil. Desse modo, destaca-se a importância desse estudo para saúde pública. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias em crianças de 1 a 9 anos no estado do Pará durante o período de 2021 a 2023. Material e métodos: compõe-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e de caráter quantitativo, com base nos dados secundários fornecidos pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) para análise do número de mortalidades em decorrência de doenças infecciosas e parasitárias. Os dados obtidos foram de janeiro de 2021 a dezembro de 2023, e as variáveis analisadas foram: causa, faixa etária, cor ou raça e município. Resultados: A partir das informações obtidas, constatou-se que o total de crianças na faixa etária de 1 a 9 anos que faleceram por doenças infecciosas e parasitárias no Pará entre 2021 a 2023, foi de 157, o que corresponde a 9,43% das mortalidades em geral nessa faixa etária no estado do Pará. A causa mais comum foram doenças infecciosas intestinais (47 óbitos), seguido por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumida e outras doenças bacterianas (ambas as causas com 39 óbitos). A faixa etária mais acometida foi de 1 a 4 anos (115 óbitos, 73,24%) quando comparada a faixa etária de 5 a 9 anos (42 óbitos). Já na cor/raça houve uma predominância de óbitos em crianças pardas (62,42%). Na pesquisa por município Belém se destaca (43 óbitos), seguido de Santarém (10 óbitos) e Marabá (8 óbitos). Conclusão: Os dados identificados destacaram um perfil com base na maioria dos casos: pacientes entre 1 a 4 anos, com a predominância de óbitos por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumida. Pode-se associar esta faixa etária a precárias práticas de higiene, associada com a transmissão dessas doenças infecciosas, além de estarem mais suscetíveis a desenvolver sintomas mais graves das doenças, o que piora seu prognóstico. Essas informações sugerem a intensificação do cuidado da higiene principalmente orientando pais, cuidadores e creches, além de um maior cuidado com a proliferação de vetores, muito comuns na região amazônica, com o intuito de diminuir as mortes infantis por doenças infecciosas e parasitárias no estado do Pará.
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Referências
Ministério da Saúde (BR), DATASUS. Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM
[Internet]. Brasília, DF: DATASUS.

