PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE POR NEOPLASIA MALIGNA DE PRÓSTATA EM ADULTOS DE 20 A 59 ANOS NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2019 A 2023
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.680Palavras-chave:
Saúde do Adulto, mortalidade, perfil epidemiológicoResumo
Introdução: O câncer de próstata (CA de próstata) corresponde à proliferação desordenada de células tumorais, que pode exceder os limites da próstata, atingindo outros órgãos e levando a complicações ou até à morte. No Brasil, é a segunda causa mais comum de morte por câncer, apresentando também dados significativos de morte no Pará. Essa malignidade representa uma grave preocupação para a saúde, o que requer conhecimento do perfil populacional paraense a fim de direcionar estratégias efetivas para o manejo da doença. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico da mortalidade por CA de próstata em homens de 20-59 anos no Pará entre 2019-2023. Material e Métodos: Trata-se de um estudo ecológico dos óbitos por CA de próstata com dados do Sistema de Informações sobre a Mortalidade do Departamento de informações do Sistema Único de Saúde. Foram analisadas as variáveis de raça/cor de pele e escolaridade. Resultados e Conclusão: Houve 1.435 óbitos, variando de 376 em 2019 a 419 em 2023. A análise da raça/cor da pele revelou que 70,98% dos óbitos (1.392) ocorreram entre indivíduos pardos. Esse dado reflete a composição populacional local, onde há uma predominância significativa desse grupo. Além disso, o número de óbitos entre indígenas (4 casos) e amarelos (6 casos) pode indicar subnotificação ou menor incidência nessas etnias. Quanto à escolaridade, 73,2% dos casos tinham até 7 anos de estudo, e 4% tinham 12 anos ou mais. Esses dados sugerem que a mortalidade pode estar relacionada ao acesso ao nível de instrução educacional. Entretanto, é importante destacar que este estudo se baseia em dados secundários que, embora confiáveis, podem apresentar lacunas, evidenciando a necessidade de aprimorar os mecanismos de coleta de informações. Por fim, o perfil da mortalidade indica que a maioria dos óbitos ocorrem entre homens pardos e pessoas de baixa escolaridade.

