PANORAMA DE MOBIMORTALIDADE DE CASOS DE TETANO NEONATAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.651Palavras-chave:
Tétano neonatal, Assistência neonatal, MorbimortalidadeResumo
PANORAMA DE MOBIMORTALIDADE DE CASOS DE TETANO NEONATAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024
Introdução:O tétano neonatal é uma infecção grave que afeta recém-nascidos devido ao manuseio inadequado do coto umbilical. Seus sintomas incluem dificuldade para sugar, trismo, irritabilidade e rigidez muscular. A doença destaca a vulnerabilidade no acesso aos serviços de saúde e a qualidade da assistência no pré-natal e parto. Objetivos: Este estudo busca analisar a morbimortalidade do tétano neonatal no Brasil, além de destacar a importância de estratégias de prevenção e controle para diminuir a incidência da doença no país. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo que analisou dados secundários do DATASUS sobre tétano neonatal no Brasil entre 2015 e 2024. Foram extraídos registros de internações e óbitos, considerando o número de casos, tempo médio de hospitalização e taxa de mortalidade, estratificados por região e estado. A coleta foi feita diretamente na plataforma, utilizando os filtros disponíveis para selecionar os dados. Resultados: Entre 2015 e 2024, o Brasil registrou 55 internações por tétano neonatal, com média de 10,9 dias de hospitalização e taxa de mortalidade geral de 14,55%. A maior incidência de casos foi no Nordeste (34 casos) e a menor no Norte, com duas internações. No Nordeste, a média de permanência foi de 9,9 dias e a taxa de mortalidade foi de 14,71%, destacando-se a Bahia, com o maior número de casos (20). Maranhão e Pernambuco apresentaram as maiores taxas de mortalidade (25%), enquanto na Bahia foi de 15%. No Sudeste, foram registradas nove internações, com a maior média de permanência (13,9 dias) e taxa de mortalidade de 33,33%, sendo Minas Gerais o estado com o índice mais alto (50%). O Sul também teve nove casos, com média de 14,2 dias de hospitalização, mas sem dados detalhados sobre a mortalidade. No Centro-Oeste, foi registrado um caso em Goiás, com permanência de 7 dias. Conclusão: O estudo destaca que o tétano neonatal continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente no Nordeste, onde as taxas de mortalidade são elevadas. A continuidade da doença está relacionada a falhas na vacinação, na vigilância epidemiológica e no manejo adequado do coto umbilical. Para combater o problema, é essencial fortalecer as políticas de saúde, melhorar o acesso ao pré-natal, ampliar a cobertura vacinal e assegurar melhores condições no parto e no cuidado neonatal. A colaboração entre governo, profissionais de saúde e comunidades é fundamental para erradicar a doença.
Palavras-chave: Tétano neonatal, assistência neonatal, morbimortalidade.
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Referências
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