PANORAMA DE MOBIMORTALIDADE DE CASOS DE TETANO NEONATAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024

Autores

  • Anthony Matheus dos Santos Gomes Universidade do Estado do Pará
  • Lorena Fernandes Nery CESUPA
  • Aline Mayara Vasconcelos Teles UNIFAMAZ
  • Airton Kenji Motizuki Universidade Federal do Pará
  • Maria Luísa Quadros CESUPA
  • Gabriela Pixuna Dias
  • Ana Flávia Furtado Teles Universidade do Estado do Pará
  • Karolina do Espírito Santo Pingarilho Universidade do Estado do Pará
  • André Luis Cardoso Cardoso Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.651

Palavras-chave:

Tétano neonatal, Assistência neonatal, Morbimortalidade

Resumo

PANORAMA DE MOBIMORTALIDADE DE CASOS DE TETANO NEONATAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024

Introdução:O tétano neonatal é uma infecção grave que afeta recém-nascidos devido ao manuseio inadequado do coto umbilical. Seus sintomas incluem dificuldade para sugar, trismo, irritabilidade e rigidez muscular. A doença destaca a vulnerabilidade no acesso aos serviços de saúde e a qualidade da assistência no pré-natal e parto. Objetivos: Este estudo busca analisar a morbimortalidade do tétano neonatal no Brasil, além de destacar a importância de estratégias de prevenção e controle para diminuir a incidência da doença no país. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo que analisou dados secundários do DATASUS sobre tétano neonatal no Brasil entre 2015 e 2024. Foram extraídos registros de internações e óbitos, considerando o número de casos, tempo médio de hospitalização e taxa de mortalidade, estratificados por região e estado. A coleta foi feita diretamente na plataforma, utilizando os filtros disponíveis para selecionar os dados. Resultados: Entre 2015 e 2024, o Brasil registrou 55 internações por tétano neonatal, com média de 10,9 dias de hospitalização e taxa de mortalidade geral de 14,55%. A maior incidência de casos foi no Nordeste (34 casos) e a menor no Norte, com duas internações. No Nordeste, a média de permanência foi de 9,9 dias e a taxa de mortalidade foi de 14,71%, destacando-se a Bahia, com o maior número de casos (20). Maranhão e Pernambuco apresentaram as maiores taxas de mortalidade (25%), enquanto na Bahia foi de 15%. No Sudeste, foram registradas nove internações, com a maior média de permanência (13,9 dias) e taxa de mortalidade de 33,33%, sendo Minas Gerais o estado com o índice mais alto (50%). O Sul também teve nove casos, com média de 14,2 dias de hospitalização, mas sem dados detalhados sobre a mortalidade. No Centro-Oeste, foi registrado um caso em Goiás, com permanência de 7 dias. Conclusão: O estudo destaca que o tétano neonatal continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente no Nordeste, onde as taxas de mortalidade são elevadas. A continuidade da doença está relacionada a falhas na vacinação, na vigilância epidemiológica e no manejo adequado do coto umbilical. Para combater o problema, é essencial fortalecer as políticas de saúde, melhorar o acesso ao pré-natal, ampliar a cobertura vacinal e assegurar melhores condições no parto e no cuidado neonatal. A colaboração entre governo, profissionais de saúde e comunidades é fundamental para erradicar a doença.

 

Palavras-chave: Tétano neonatal, assistência neonatal, morbimortalidade.

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Referências

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Gomes, A. M. dos S., Lorena Fernandes Nery, Aline Mayara Vasconcelos Teles, Airton Kenji Motizuki, Maria Luísa Quadros, Gabriela Pixuna Dias, Ana Flávia Furtado Teles, Karolina do Espírito Santo Pingarilho, & André Luis Cardoso Cardoso. (2026). PANORAMA DE MOBIMORTALIDADE DE CASOS DE TETANO NEONATAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2024. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.651