Internações por Infecções Respiratórias Agudas em crianças de 0 a 9 anos: um Perfil Epidemiológico do estado do Pará entre 2022 e 2024

Autores

  • Laíse Castro Weis Cesupa
  • Ana Paula Andrade Resende de Almeida
  • Brenda Arnund Lopes
  • Camilla Coelho Botelho
  • Isabela de Luna Gonçalves Castañeda
  • Luane de Souza Alves
  • Nathalya Beatriz Macedo Simões
  • Sabrina Larissa Ribeiro Silva
  • Camila de Araújo Simões Santos

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.634

Palavras-chave:

Infecções Respiratórias, Crianças, Epidemiologia

Resumo

Introdução: As infecções respiratórias agudas (IRA) são processos infecciosos autolimitados que acometem o aparelho respiratório, sendo classificadas conforme a região anatômica que afetam: infecções das vias aéreas superiores e inferiores. Essas condições têm elevada incidência e taxa de mortalidade na infância, constituindo um relevante problema de saúde pública. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de internações de crianças de 0 a 9 anos por infecções respiratórias no estado do Pará durante o período de 2022 a 2024. Material e Métodos: Estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e de caráter quantitativo, com base nos dados secundários fornecidos pelo Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), hospedado no Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Os dados foram de janeiro de 2022 a dezembro de 2024, e as variáveis analisadas foram: faixa etária, cor ou raça, ano/mês de internação, lista de morbidade CID-10, município e número de internações. Resultados: De acordo com os dados obtidos, constatou-se que o total de crianças internadas por infecções do aparelho respiratório, no Pará, foi de 62.006, correspondendo a 42% das internações pediátricas por tais condições na região Norte do Brasil. A infecção respiratória mais correlacionada às internações foi a pneumonia, com 49.215 registros (79%), seguida por bronquite e bronquiolite aguda, com 4.749 (7,6%). A faixa etária mais acometida foi de 1 a 4 anos, com 32.927 casos (53%). Ademais, notou-se um padrão na distribuição das internações durante o período analisado, com pico de ocorrências nos meses de abril, maio e junho. Por fim, destaca-se que a capital, Belém, apresentou a maior taxa do estado, com 12.170 internações (19,6%). Conclusão: Os resultados obtidos estão de acordo com a literatura: pacientes menores de 5 anos e predominância das hospitalizações pelas formas graves de IRA (pneumonia e bronquiolite). Além disso, os meses de abril a junho correspondem ao inverno amazônico, período em que o elevado índice de chuvas e umidade está associado ao aumento das condições respiratórias. Os poluentes atmosféricos concentrados, principalmente, na capital, também são fatores determinantes do adoecimento em crianças, explicando a alta prevalência em Belém. Assim, visto que as IRAs são um relevante problema de saúde pública no Pará, são necessários esforços significativos em seu tratamento e prevenção.

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Referências

- Prato, M. I. C.; Silveira, A. Da.; Neves, E. T.; Buboltz, F. L. Doenças respiratórias na infância: uma revisão integrativa. Rev. Soc. Bras. Enferm. Ped, v. 14, n. 1, p. 33-39, jul. 2014.

- Quirino, A. L. S.; Costa, K. T. Da S.; Ferreira, A. G. L.; Melo, E. B. B. De; Andrade, F. B. De. Internações na infância por doenças do aparelho respiratório no Brasil de 2013 a 2022. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 1–15, 2024. DOI: 10.21680/2446-7286.2024v10n1ID31414.

- TabNet Win32 3.2: Morbidade Hospitalar do SUS - por local de internação – Brasil [Internet]. tabnet.datasus.gov.br. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/nipa.def.

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Castro Weis, L., Andrade Resende de Almeida, A. P., Arnund Lopes, B., Coelho Botelho, C., Gonçalves Castañeda, I. de L., de Souza Alves, L., Macedo Simões, N. B., Ribeiro Silva, S. L., & de Araújo Simões Santos, C. (2026). Internações por Infecções Respiratórias Agudas em crianças de 0 a 9 anos: um Perfil Epidemiológico do estado do Pará entre 2022 e 2024. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.634