Internações por Infecções Respiratórias Agudas em crianças de 0 a 9 anos: um Perfil Epidemiológico do estado do Pará entre 2022 e 2024
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.634Palavras-chave:
Infecções Respiratórias, Crianças, EpidemiologiaResumo
Introdução: As infecções respiratórias agudas (IRA) são processos infecciosos autolimitados que acometem o aparelho respiratório, sendo classificadas conforme a região anatômica que afetam: infecções das vias aéreas superiores e inferiores. Essas condições têm elevada incidência e taxa de mortalidade na infância, constituindo um relevante problema de saúde pública. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico de internações de crianças de 0 a 9 anos por infecções respiratórias no estado do Pará durante o período de 2022 a 2024. Material e Métodos: Estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e de caráter quantitativo, com base nos dados secundários fornecidos pelo Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), hospedado no Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Os dados foram de janeiro de 2022 a dezembro de 2024, e as variáveis analisadas foram: faixa etária, cor ou raça, ano/mês de internação, lista de morbidade CID-10, município e número de internações. Resultados: De acordo com os dados obtidos, constatou-se que o total de crianças internadas por infecções do aparelho respiratório, no Pará, foi de 62.006, correspondendo a 42% das internações pediátricas por tais condições na região Norte do Brasil. A infecção respiratória mais correlacionada às internações foi a pneumonia, com 49.215 registros (79%), seguida por bronquite e bronquiolite aguda, com 4.749 (7,6%). A faixa etária mais acometida foi de 1 a 4 anos, com 32.927 casos (53%). Ademais, notou-se um padrão na distribuição das internações durante o período analisado, com pico de ocorrências nos meses de abril, maio e junho. Por fim, destaca-se que a capital, Belém, apresentou a maior taxa do estado, com 12.170 internações (19,6%). Conclusão: Os resultados obtidos estão de acordo com a literatura: pacientes menores de 5 anos e predominância das hospitalizações pelas formas graves de IRA (pneumonia e bronquiolite). Além disso, os meses de abril a junho correspondem ao inverno amazônico, período em que o elevado índice de chuvas e umidade está associado ao aumento das condições respiratórias. Os poluentes atmosféricos concentrados, principalmente, na capital, também são fatores determinantes do adoecimento em crianças, explicando a alta prevalência em Belém. Assim, visto que as IRAs são um relevante problema de saúde pública no Pará, são necessários esforços significativos em seu tratamento e prevenção.
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Referências
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