CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS NO TRANSPLANTE RENAL PEDIÁTRICO EM UM HOSPITAL PÚBLICO NO ESTADO DO PARÁ: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.625Palavras-chave:
transplante renal, cuidados pós-operatórios, pediatriaResumo
Introdução: O transplante renal é a melhor opção terapêutica para crianças com doença renal crônica terminal, reduzindo a morbimortalidade associada à diálise. No entanto, o período pós-operatório exige protocolos clínicos bem estruturados para garantir a segurança do paciente e a eficácia do enxerto. A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, referência no atendimento pediátrico, desenvolveu um protocolo detalhado para a assistência pós-transplante renal. Objetivo: Relatar a experiência da equipe multiprofissional no manejo pós-operatório de crianças transplantadas, destacando cuidados específicos, complicações e estratégias para otimizar o desfecho clínico. Materiais e Métodos: A experiência baseia-se na implementação do protocolo clínico de transplante renal pediátrico na unidade de internação de um hospital público. O protocolo abrange desde a admissão até a alta, com foco na monitorização hemodinâmica, imunossupressão, controle da diurese, cuidados com feridas, sondas e drenos, além da prevenção de complicações. Resultados: A implementação do protocolo contribuiu significativamente para a padronização do cuidado pós-operatório e redução de complicações, como rejeição aguda e infecções. O monitoramento rigoroso da diurese e dos níveis séricos de imunossupressores possibilitou ajustes precoces na terapêutica, garantindo melhor funcionalidade do enxerto. Além disso, a orientação estruturada para pacientes e familiares favoreceu maior adesão ao tratamento, reduzindo episódios de readmissão hospitalar. As principais complicações observadas foram rejeição aguda, infecções oportunistas e alterações hemodinâmicas, todas manejadas de acordo com o protocolo institucional. Conclusão: O protocolo clínico de transplante renal pediátrico demonstrou ser uma ferramenta eficaz na sistematização do cuidado pós-operatório, proporcionando maior segurança ao paciente e favorecendo a sobrevida do enxerto. A experiência ressalta a importância de uma abordagem multiprofissional estruturada, baseada em protocolos atualizados e adaptados à realidade local, para garantir o sucesso do transplante renal pediátrico.

