Perfil epidemiológico da taxa de morbidade por Hanseníase e suas sequelas de 2014 a 2024 no Pará

Autores

  • Caroline Hipólito Pires Universidade do Estado do Pará
  • Eduarda Oliveira Ferreira Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Gabriela Braga Rodrigues Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Rafael da Silva Azevedo R.azevedo4556@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-1502-4000

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.623

Palavras-chave:

hanseníase, perfil epidemiológico, morbidade

Resumo

Introdução: A hanseníase, ocasionada pelo Mycobacterium leprae, é considerada uma doença negligenciada, crônica, infectocontagiosa, de alta infectividade e baixa patogenicidade. Apresenta tropismo pela pele e nervos periféricos, o que a determina como doença dermatológica e neurológica¹. Danos neurológicos e incapacidades físicas podem persistir mesmo após a alta, sendo necessário o acompanhamento contínuo. Cerca de 5% dos casos apresentam incapacidade física de grau 2, evidenciando a importância de ações de saúde². Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico da taxa de mortalidade por hanseníase e suas sequelas no estado do Pará no período de 2014 a 2024. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, transversal, de abordagem quantitativa com uso de dados secundários, os quais foram coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) por meio do tabulador TABNET acerca da taxa de morbidade hospitalar do SUS no Pará entre Janeiro de 2014 a Dezembro de 2024. Utilizou-se as variáveis: sexo, faixa etária e raça. Resultados: No período de 2014 a 2024, observa-se 1014 óbitos por Hanseníase e sequelas. Destaca-se a maior prevalência de mortalidade da doença no sexo masculino, equivalente a 73,6% da amostra (n: 747), se comparado ao sexo feminino, o qual corresponde a 26,3% (n: 267).  Em relação à faixa etária, a doença prevalece fortemente na população adulta nas faixas de 20 a 59 anos (n: 707), opondo-se aos menores de 1 ano a 14 anos (n: 90) e a população de 60 a 80 anos ou mais (n: 217). No quesito cor/raça, aponta-se um maior acometimento da população parda (n: 680), seguida pela preta (n: 15), amarela (n: 15) e registrados sem informação (n: 294). Conclusão: A hanseníase e suas sequelas apresentam impacto significativo na mortalidade no estado do Pará, especialmente entre homens adultos e na população parda, conforme evidenciado pelos dados analisados entre 2014 e 2024. Esses achados ressaltam a importância de políticas públicas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento das populações mais vulneráveis, contribuindo para a redução da incidência da morbidade pela hanseníase na região.

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Biografia do Autor

Caroline Hipólito Pires, Universidade do Estado do Pará

Graduanda de Medicina pela Universidade do Estado do Pará.

Eduarda Oliveira Ferreira , Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

Graduanda de Medicina pelo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia.

Gabriela Braga Rodrigues, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

Graduanda de Medicina pelo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia.

Rafael da Silva Azevedo, R.azevedo4556@gmail.com

Médico graduado pela Universidade do Estado do Pará.

Referências

VÉRAS, G. C. B. et al. Perfil epidemiológico e distribuição espacial dos casos de hanseníase na Paraíba. Cadernos Saúde Coletiva, v. 31, p. e31020488, 30 jun. 2023.

COSTA, R. M. P. G. et al. Percepções de pessoas com sequelas pela hanseníase acerca do autocuidado. Enfermagem em Foco, v. 12, n. 3, 6 dez. 2021.

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Publicado

14.01.2026

Como Citar

Hipólito Pires, C., Oliveira Ferreira , E., Braga Rodrigues, G., & da Silva Azevedo, R. (2026). Perfil epidemiológico da taxa de morbidade por Hanseníase e suas sequelas de 2014 a 2024 no Pará . Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.623