Fatores associados ao risco de prematuridade na Região do Caeté, Pará
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.314Palavras-chave:
prematuridade, fatores de risco, Sistema de Informações em SaúdeResumo
Objetivo: Identificar os fatores associados à prematuridade na Região do Caeté/PA no período de 2018 a 2022. Material e Métodos: Este é um estudo transversal de caráter descritivo e retrospectivo. Foram coletados os dados dos nascidos vivos no período de 2018 a 2022, da Região do Caeté/PA, disponíveis no Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC). As variáveis analisadas foram: Idade Materna, Consulta Pré-Natal e Tipo de Parto. Os dados foram armazenados em Planilha de Excel, para posterior análise no Programa BioEstat 5.0. Utilizando-se o teste Qui-Quadrado para verificar associação entre a prematuridade e as variáveis de exposição, considerou-se um nível de significância de 5% e IC a 95%. É preservada a privacidade e caráter confidencial das informações, visto que a identificação de pessoas não é disponibilizada pelos bancos de dados do SINASC, sendo dispensada a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Resultados: Foram selecionados dados de 4.281 prematuros nascidos vivos na região de saúde dos Caetés no período de 2018 a 2022. As variáveis estudadas prevalentes na amostra constituíram-se da idade materna entre 20-34 anos (n= 2.582 - 60,3%), consultas de pré-natal ≥4 (n= 3.318 - 77,5%) e o parto via vaginal (n= 2.655 – 62,1%). A idade materna de 10-19 anos, quando comparada a faixa etária de 20-34 anos, demonstrou influência para a ocorrência de prematuridade (p<0,0001), não houve significância quando comparada a idade materna de 20-34 anos com as mães de idade superior a 35 anos (p=0,0534). Quanto ao número de consultas pré-natal, evidenciou-se associação inversamente proporcional da quantidade de consultas com a prematuridade, sendo estatisticamente significante neste estudo (p<0,0001). Ademais, a via de parto vaginal manteve-se predominante nos nascimentos pré-termo (62,1%) demonstrando associação significativa com a prematuridade (p<0,0001). Conclusão: Com isso, identificaram-se associações entre todas as variáveis analisadas com a prematuridade. A gestação na adolescência mostrou-se como fator de maior predisposição à prematuridade, a via de parto vaginal foi a mais prevalente com associação ao nascimento prematuro divergindo dos resultados apontados na literatura. No que se refere à consulta pré-natal, achados na literatura corroboram com esse estudo para afirmação quanto maior a quantidade de consultas, menor tendência à prematuridade.
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Referências
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