Cartilha de “Orientações sobre os cuidados em UTI” de um Hospital Escola de Referência no centro de Belém-PA

A psicoeducação enquanto ferramenta de assistência e manejo emocional do sujeito

Autores

  • Alexandre Augusto Monteiro Araruna Centro Universitário Metropolitano da Amazônia
  • Maira Cecyanne Dos Santos Costa Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.580

Palavras-chave:

Acesso aos serviços de saúde, adesão ao tratamento, diagnóstico e terapêutica, Acompanhante, Amazônia, ansiedade, assistência à saúde mental, Assistência Hospitalar, Assistencia integral a saude, Equipe de Assistência ao Paciente

Resumo

Introdução: A Unidades de Terapia Intensiva é compreendida enquanto um local de quadros
clínicos de alta complexidade e gravidade, que também remete a percepção de perdas e
despedidas, por ser um espaço que afasta temporariamente vínculos de cunho familiar, social
e cultural, que podem refletir como um evento potencialmente traumático na vida do sujeito e
de sua rede de apoio (MUNIZ, SILVEIRA, 2020). Por conseguinte, as instituições
assistenciais de referência, tendem a receber um público variado, urbano, interiorano e
ribeirinho (quando se pensa na região Norte e metropolitana de Belém/PA). Estas em geral
possuem um baixo índice de escolaridade e consequentemente déficit no esclarecimento
sobre os cuidados hospitalocêntricos, que, portanto, causam estranheza e potencializam
ansiogênicos no âmbito da UTI. Objetivos: Diante disso, a elaboração de uma cartilha de
orientações sobre os cuidados intensivos objetiva instrumentalizar de forma lúdica, clara e
humanizada o usuário, familiares e/ou responsáveis, no intuito de minimizar as barreiras
psíquicas e socioculturais pré-concebidas sobre este cenário de assistencial. Material e
Métodos: Trata-se de uma pesquisa-intervenção em saúde, cujo interesse surge na vivência
do campo de atuação intensivista que corroborou para a confecção de um instrumento para o
suporte psicológico do sujeito internado na uti e para os acompanhantes durante a visita ao
leito. Utilizou-se como embasamento metodológico a revisão de artigos e materiais
científicos relevantes para a área, filtrando as contribuições da Psicologia, Psicoeducação e
do fazer multiprofissional na atenção ao paciente crítico (MENDES et al, 2016). Resultados
e Conclusão: Durante o preparo e pesquisa de criação do material de apoio, pôde-se
compreender que a orientação e atuação do profissional psicólogo na UTI contribuem
preventivamente com a psicoeducação sobre a doença, diagnósticos, sintomas, protocolos,
dispositivos, manejo e tratamento, que visam preparar a família em relação à situação do
paciente e ao ambiente de internação, assim favorecendo a inclusão e participação ativa nos
cuidados, bem como desenvolvendo estratégias de enfrentamento e atenuação de medo,
ansiedade e culpa, entre outros sentimentos observados (MOREIRA et al, 2012; OLIVEIRA
& BENINCÁ, 2020; NILSON et al, 2024). Além disso, a disponibilização de uma Cartilha
oferece a tradução e esclarecimento de simbologias e linguagens específicas da área médica
para uma leitura e abordagem ao usuário de forma mais acessível e humanizada,
minimizando o sofrimento durante o tempo de internação e na visita ao usuário, sobretudo ao
considerar contextos que visualiza-se de dispositivos: ventilação mecânica (intubação,
traqueostomia, cateter nasal, nebulizador), hemodiálise, acesso intravenoso, dreno, placas de
precauções de contato ou por gotículas, entre outros, que em geral podem ocasionar em
experiências desconfortáveis e potencialmente traumáticas. Tais adaptações de vocabulário e
orientações aproximam e acolhem os sujeitos no preparo ao reencontro de um ente querido,
principalmente no contexto de amplo arcabouço cultural que se chocam com a ambiência
hospitalar.

Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva; Psicoeducação; Paciente e Família;
Psicologia Hospitalar.

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Biografia do Autor

Alexandre Augusto Monteiro Araruna, Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

Graduando em Psicologia no Centro Universitário da Amazônia - UNIFAMAZ. Atua como estagiário de Psicologia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará - FSCMPA.

Referências

DE OLIVEIRA, Milene; BENINCÁ, Ciomara Ribeiro Silva. Intervenção de psicoeducação

com cuidadores familiares de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Revista da Sociedade

Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 23, n. 2, p. 149-159, 2020.

MENDES, Rosilda; PEZZATO, Luciane Maria; SACARDO, Daniele Pompei.

Pesquisa-intervenção em promoção da saúde: desafios metodológicos de pesquisar “com”.

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MOREIRA, Emanuelle Karuline Correia Barcelos; MARTINS, Tatiana Milhomem; DE

CASTRO, Marleide Marques. Representação social da Psicologia Hospitalar para familiares

de pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista da Sociedade Brasileira

de Psicologia Hospitalar, v. 15, n. 1, p. 134-162, 2012.

MUNIZ, Mariane Silva; SILVEIRA, Bárbara Batista. Atuação da psicologia em unidades de

terapia intensiva. Revista Mosaico, v. 11, n. 2, p. 95-100, 2020.

NILSON, I. F.; BRITO, M. L.; CHIATTONE, H. A RELEVÂNCIA DA PSICOEDUCAÇÃO

FRENTE AO IMPACTO DIAGNÓSTICO EM ONCO-HEMATOLOGIA PEDIÁTRICA.

Hematology, Transfusion and Cell Therapy, v. 46, p. S1209-S1210

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Augusto Monteiro Araruna, A., & Cecyanne Dos Santos Costa, M. (2026). Cartilha de “Orientações sobre os cuidados em UTI” de um Hospital Escola de Referência no centro de Belém-PA: A psicoeducação enquanto ferramenta de assistência e manejo emocional do sujeito. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.580

Edição

Seção

Resumos Congresso da Santa Casa do Pará