A incidência de Sífilis Congênita em crianças de 0 a 12 meses de idade no Estado do Pará entre 2020-2024
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.566Palavras-chave:
sífilis congênita, recém-nascido, epidemiologiaResumo
Introdução: A sífilis é uma infecção causada pelo Treponema pallidum, espiroqueta Gram-negativa. A transmissão dessa doença pode ocorrer por via sexual ou na forma vertical, durante a gestação, denominada sífilis congênita. De acordo com o Ministério da saúde, houve aumento progressivo no número de notificações dessa infecção na última década, principalmente em se tratando das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Objetivos: Analisar a incidência de sífilis congênita em crianças de 0 a 12 meses no Estado do Pará entre 2020 e 2024. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, sendo os dados coletados a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Por conseguinte, foram analisadas as variáveis faixa etária, sexo, raça, faixa etária materna, sífilis materna e realização de pré-natal. Resultados: Observa-se o total de 4.875 casos diagnosticados de sífilis congênita no Pará em crianças de 0 a 12 meses no Pará entre 2020-2024. Nesse sentido, observa-se a concentração de casos da doença no estado, uma vez que representou cerca de 47% do total de notificações de sífilis congênita da região Norte, durante o mesmo período. Destaca-se que o diagnóstico foi realizado em sua maioria em recém nascidos com até 6 dias de vida (96,90%), do sexo masculino (48,63%) e da raça parda (81,37%). Ademais, nota-se que a maior prevalência de faixa etária materna é de 20 a 24 anos (35,93%), de mães que realizaram o pré-natal (85,18%) e tiveram o diagnóstico de sífilis durante o pré-natal (47,30%). Com relação a série histórica, identificou-se que o ano de 2022 teve o maior número de casos (26,15%) e o ano de 2024 o menor número de caso (12,53%), demonstrando uma queda de mais de 10%. Nesse sentido, percebe-se que a questão socioeconômica é fator importante em se tratando da transmissão vertical as sífilis, uma vez que o público menos favorecido economicamente possui menor acesso ao pré-natal e, com isso, há maior taxa de infecção materno-fetal. Conclusão: Houve a maior incidência em recém nascidos de até 6 dias de vida, do sexo masculino e da raça parda, com mães de 20 a 24 anos que realizaram o pré-natal. Sendo assim, percebe-se a importância da educação em saúde, principalmente no que tange o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da sífilis na gestação, visando evitar a transmissão vertical.
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Referências
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