INDICADORES DA MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2018 A 2022

Autores

  • Daniel Pina Farias Universidade da Amazônia
  • Eliana dos Remédios de Souza Universidade da Amazônia
  • Perla Katheleen Valente Corrêa Instituto Evandro Chagas https://orcid.org/0000-0003-0623-5073
  • Isis de Souza Viana Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.552

Palavras-chave:

gravidez, mortalidade materna, saúde materna

Resumo

Introdução: A mortalidade materna no Brasil é uma preocupação significativa no cenário da saúde pública. Esse indicador refere-se ao número de óbitos maternos durante a gestação, parto ou até 42 dias após o término da gestação, por causas relacionadas ou agravadas pela gravidez. Objetivo: Descrever os indicadores da mortalidade materna no Estado do Pará no período de 2018 a 2022. Material e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, com abordagem quantitativa, de dados referentes a mortalidade materna obtidos a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), notificados no período de 2018 a 2022. As variáveis analisadas foram: faixa etária, raça, escolaridade, estado civil, local de ocorrência do evento, fase do período gravídico e investigação do óbito, taxas de mortalidade materna e causas da mortalidade materna. Os benefícios deste estudo são destinados para a população em geral, em especial para a população feminina, à medida que oportunizou conhecer o panorama de mortalidade materna e também fornecem subsídios aos gestores no planejamento de ações voltadas para prevenção da mortalidade materna, além de fomentar novos estudos na comunidade científica. Resultados: Identificou-se que no período de 2018 a 2022 foram notificados 626 óbitos maternos no estado do Pará, com predomínio das causas diretas, de mulheres solteiras (46%), pardas (76%), na faixa etária de 20-29 anos (45,2%), com escolaridade de 8-11 anos de estudo (40,2%). Ademais, houve prevalência de ocorrência de óbitos em ambiente hospitalar, na fase do puerpério até 42 dias (59,91%), constatando-se a investigação do óbito com ficha síntese informada (97,93%). Destaca-se que em 2021 foi o  ano com maior  quantitativo de óbitos maternos do período estudado, o que corresponde a 162 casos (25,8%), representando a maior razão da mortalidade materna com 121,05 a cada 100.000 Nascidos Vivos(NV). Além disso, houve um aumento gradativo da linha de tendência durante o período, com queda significativa das ocorrências no ano de 2022, com 93 óbitos e uma taxa de 77,34 óbitos maternos a cada 100.000 NV. Conclusão: O estudo destaca a relevância de dados confiáveis e reforça a necessidade de fortalecer ações de planejamento reprodutivo, monitoramento e diagnóstico precoce para subsidiar decisões assistenciais mais eficazes às mulheres no estado gravídico-puerperal.

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Biografia do Autor

Perla Katheleen Valente Corrêa, Instituto Evandro Chagas

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará (2001), é pós graduada em Saúde Coletiva, Saúde Indígena e possui MBA em Gestão, Auditoria e Qualidade, com atuação em Saúde Pública, trabalhando na Saúde Indígena no período de 2003 a 2017, foi responsável técnica dos Programas de Saúde da Mulher, Criança e Vigilância do Óbito no Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins, é multiplicadora da Estratégia AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância), possui experiência como gestora, pois, atuou como coordenadora da Atenção Primária e no cargo de Secretária de Saúde no município de Tomé Açu/PA, bem como, já realizou diversas palestras sobre a temática da Saúde Indígena, foi apoiadora pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) da Iniciativa Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI) do município de Belém/PA, faz parte do Grupo de Estudos de Agravos de Populações Tradicionais da Amazônia (GEAPA) e do Departamento Científico da Atenção Primária à Saúde/Saúde da Família da ABEN/PA. Atua como assessora técnica na Central Estadual de Transplantes do Pará CET/SESPA. É docente titular da disciplina Gestão de Enfermagem na Atenção Básica e Saúde Coletiva/Programas de Saúde na Universidade da Amazônia (UNAMA). Mestra em Enfermagem pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) e doutoranda em Virologia pelo Instituto Evandro Chagas, estuda os povos indígenas da Amazônia, é docente orientadora da Liga Acadêmica Disciplinar de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (LADASMC) e da Liga Acadêmica Disciplinar de Atenção Básica em Saúde (LADABS) e docente colaboradora da Liga de Saúde Mental (LAESaM) e da Liga Acadêmica Multidisciplinar de Infecções Sexualmente Transmissíveis (LAMIST).

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual dos Comitês de Mortalidade Materna. 3ª. ed. Brasília: editora do Ministério da Saúde. Série A. Normas e Manuais Técnicos, 2009b.

CAMACHO, E. N. P. R.; ARAÚJO, E. C.; FERREIRA, E. S.; VALOIS, R. C.; PARENTE, A. T.; CAMACHO, F. F. Causa de Mortalidade Materna na Região Metropolitana I no Triênio 2013-2015, Belém, PA. Revista Nursing, [S. l.], v. 23, n. 263, p. 3693–3697, 2020.

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Pina Farias, D., dos Remédios de Souza, E., Katheleen Valente Corrêa, P., & de Souza Viana, I. (2026). INDICADORES DA MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2018 A 2022. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.552