INDICADORES DA MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2018 A 2022
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.552Palavras-chave:
gravidez, mortalidade materna, saúde maternaResumo
Introdução: A mortalidade materna no Brasil é uma preocupação significativa no cenário da saúde pública. Esse indicador refere-se ao número de óbitos maternos durante a gestação, parto ou até 42 dias após o término da gestação, por causas relacionadas ou agravadas pela gravidez. Objetivo: Descrever os indicadores da mortalidade materna no Estado do Pará no período de 2018 a 2022. Material e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, com abordagem quantitativa, de dados referentes a mortalidade materna obtidos a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), notificados no período de 2018 a 2022. As variáveis analisadas foram: faixa etária, raça, escolaridade, estado civil, local de ocorrência do evento, fase do período gravídico e investigação do óbito, taxas de mortalidade materna e causas da mortalidade materna. Os benefícios deste estudo são destinados para a população em geral, em especial para a população feminina, à medida que oportunizou conhecer o panorama de mortalidade materna e também fornecem subsídios aos gestores no planejamento de ações voltadas para prevenção da mortalidade materna, além de fomentar novos estudos na comunidade científica. Resultados: Identificou-se que no período de 2018 a 2022 foram notificados 626 óbitos maternos no estado do Pará, com predomínio das causas diretas, de mulheres solteiras (46%), pardas (76%), na faixa etária de 20-29 anos (45,2%), com escolaridade de 8-11 anos de estudo (40,2%). Ademais, houve prevalência de ocorrência de óbitos em ambiente hospitalar, na fase do puerpério até 42 dias (59,91%), constatando-se a investigação do óbito com ficha síntese informada (97,93%). Destaca-se que em 2021 foi o ano com maior quantitativo de óbitos maternos do período estudado, o que corresponde a 162 casos (25,8%), representando a maior razão da mortalidade materna com 121,05 a cada 100.000 Nascidos Vivos(NV). Além disso, houve um aumento gradativo da linha de tendência durante o período, com queda significativa das ocorrências no ano de 2022, com 93 óbitos e uma taxa de 77,34 óbitos maternos a cada 100.000 NV. Conclusão: O estudo destaca a relevância de dados confiáveis e reforça a necessidade de fortalecer ações de planejamento reprodutivo, monitoramento e diagnóstico precoce para subsidiar decisões assistenciais mais eficazes às mulheres no estado gravídico-puerperal.
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Referências
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