ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE LINFOMA NÃO HODKING EM IDOSOS ENTRE AS CINCO REGIÕES DO BRASIL
Palavras-chave:
Linfoma não Hodgkin, hematologia, saúde do idosoResumo
INTRODUÇÃO:O linfoma não-Hodgkin (LNH) é um grupo de cânceres que afeta as células do sistema linfático, com alta prevalência mundial e representando uma das formas mais comuns de câncer hematológico. No Brasil, a incidência de LNH tem se mostrado crescente, especialmente entre a população idosa, devido ao processo de envelhecimento e a maior exposição a fatores de risco relacionados a comorbidades crônicas. Esse grupo é particularmente vulnerável a essa doença, com variações significativas entre as regiões do País, refletindo fatores socioeconômicos e de acesso à saúde.
OBJETIVO: Analisar a prevalência do LNH em indivíduos idosos nas cinco regiões do Brasil, identificando padrões regionais de incidência e de internação.
MATERIAL E MÉTODOS:Este estudo caracteriza-se como um estudo transversal, de aspecto quantitativo e descritivo. Os dados utilizados para a análise foram extraídos do DATASUS, base de dados oficial do Sistema Único de Saúde, no período de de 2020 a 2024. Foram utilizadas as variáveis faixa etária, óbitos, sexo e tempo de permanência no serviço para estudo e correlação dos dados.
RESULTADOS: Entre 2020 e 2024, o Brasil registrou 30.488 internações de idosos com LNH, com maior prevalência nas faixas etárias de 60 a 69 anos (57,4%) e 70 a 79 anos (32,5%). A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos (51,1%), seguida pela Região Sul (23,2%) e Nordeste (17,2%). Foram registrados 4.018 óbitos, com predominância no sexo masculino (54,8%) e maior número de mortes na Região Sudeste (47,6%). A média de permanência hospitalar foi semelhante entre as regiões, com cerca de 7,8 dias. A maior carga da doença foi observada nas regiões mais populosas e com melhor acesso à saúde, como a Sudeste, enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste, com menor população idosa, apresentaram os menores números de casos e óbitos.
CONCLUSÃO: A observação dos dados referentes às internações por LNH em idosos no Brasil entre 2020 e 2024 mostrou uma maior incidência da doença em idosos de 60 a 69 anos, com a Região Sudeste concentrando a maior carga de casos e óbitos. As Regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram os menores números, possivelmente devido à menor população idosa e dificuldades no acesso à saúde. As disparidades regionais destacam a necessidade de estratégias específicas para prevenção, diagnóstico precoce e melhorias no acesso ao tratamento, visando reduzir a mortalidade e melhorar o cuidado na população idosa.
PALAVRAS - CHAVE: Linfoma não Hodgkin; Hematologia; Saúde do Idoso; Perfil Epidemiológico.

