ANÁLISE DO ACOMPANHAMENTO DE SAÚDE EM PRÉ-NATAL NA REGIÃO DE SAÚDE DO BAIXO AMAZONAS COM BASE NO NÚMERO DE CONSULTAS REALIZADAS

Autores

  • Ana Carolina Freitas Silva Universidade do Estado do Pará
  • Bruna Thaís Furtado de Sousa Universidade do Estado do Pará
  • Joyce Kelren Ferreira da Silva Universidade do Estado do Pará
  • Max Wendell Pereira Rodrigues Universidade do Estado do Pará
  • Rebeca Gonçalves Campos Ribeiro Universidade do Estado do Pará
  • Samantha Pereira Caldas Universidade do Estado do Pará
  • Thaise de Cássia Monteiro Monteiro Rabelo Universidade do Estado do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.523

Palavras-chave:

Cuidado Pré-natal, Gestantes, Acesso aos serviços de saúde

Resumo

INTRODUÇÃO: O acompanhamento pré-natal é essencial para a saúde materno-infantil, sendo recomendadas ao menos seis consultas1.Contudo, na região do Baixo Amazonas, o acesso limitado aos serviços de saúde, somado a fatores geográficos, socioeconômicos e culturais, dificulta a adesão e oferta deste acompanhamento2. Diante disso, é fundamental investigar as fragilidades para embasar políticas que ampliem a cobertura. OBJETIVO: Analisar o acompanhamento pré-natal na Região do Baixo Amazonas com base no número de consultas realizadas. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal de base documental, com dados do Relatório de Pré-Natal na Atenção Básica, extraídos do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), via acesso público na plataforma e-Gestor AB, para a análise do número de consultas de pré-natal realizadas de Janeiro a Setembro de 2024 na Região do Baixo Amazonas. RESULTADOS: Em 2024, identificou-se a insuficiência no número de consultas pré-natais realizadas na região do Baixo Amazonas (uma das 13 regiões de saúde do estado do Pará), composta por 14 municípios. No período, das 6.677 gestantes em acompanhamento de pré-natal,  3486 gestantes realizaram de 1 a 3 consultas, 2143 realizaram de 4 a 5 consultas e apenas 1048 realizaram 6 ou mais consultas, apresentando uma discrepância de 69% do primeiro ao último grupo3. Tal fenômeno pode estar relacionado a fatores socioeconômicos (baixa escolaridade e renda, dificuldade de acesso aos serviços), culturais (estigmas que levam à desvalorização do pré-natal), psicossociais (falta de suporte familiar, medos relacionados a gestação), organizacionais (demora no atendimento) e estruturais (instalações inadequadas)4. Apesar da cobertura de pré-natal na região Norte ser de 90,4%, apenas 30% das gestantes iniciaram no 1º trimestre5, evidenciando falhas no serviço, visto que a alta cobertura não garante a adesão efetiva. CONCLUSÃO: O acompanhamento pré-natal na região mostra-se fragilizado, possivelmente devido ao acesso, adesão e a outros fatores socioculturais. Logo, é imprescindível a implementação de estratégias para adequar o serviço à realidade local, como melhorias no transporte e nas instalações dos serviços, capacitação de profissionais para a realização das consultas e de campanhas educativas visando elucidar os estigmas em relação ao pré-natal.

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Referências

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Carolina Freitas Silva, A., Thaís Furtado de Sousa, B., Kelren Ferreira da Silva, J., Wendell Pereira Rodrigues, M., Gonçalves Campos Ribeiro, R., Pereira Caldas, S., & de Cássia Monteiro Monteiro Rabelo, T. (2026). ANÁLISE DO ACOMPANHAMENTO DE SAÚDE EM PRÉ-NATAL NA REGIÃO DE SAÚDE DO BAIXO AMAZONAS COM BASE NO NÚMERO DE CONSULTAS REALIZADAS. Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.523