SEGUIMENTO AMBULATORIAL NA SÍFILIS CONGÊNITA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.518Palavras-chave:
Fisioterapia, Qualidade de vida, Assistência Integral à Saúde da Criança, Saúde-coletivaResumo
Introdução: A Sífilis Congênita (SC) é uma infecção de transmissão vertical que ocorre durante a gestação ou no parto, resultando em prematuridade, baixo peso, malformações congênitas e até o óbito. A sintomatologia inclui alterações ósseas, audiológicas, oftalmológicas, neurológicas e outras. Objetivo: descrever o impacto da sífilis congênita de uma criança em acompanhamento fisioterapêutico. Metodologia: trata-se de um relato de experiência da vivência em um ambulatório de janeiro a fevereiro de 2025. Resultados: G.G.S.S, sexo masculino, recém-nascido pré-termo (30 semanas de idade gestacional), adequado para a idade gestacional, muito baixo peso, parto cesáreo, APGAR 7/9, foi realizada ventilação por pressão positiva e intubação, apresentou tocotraumatismo em face e membros inferiores, internado na Unidade de Terapia Intensiva durante 35 dias, sendo diagnosticado com SC. Após a alta hospitalar no atendimento fisioterapêutico observou-se na 1ª consulta, com a Idade Corrigida (IC) de 4 meses, tônus normal, reflexos primitivos presentes, sorriso social, acompanha estímulo visual, controle cervical incompleto, senta com apoio e não vira-se para os lados, concluindo atraso do Desenvolvimento Neuropsicomotor (DNPM). Na 2ª consulta, IC de 8 meses, rolava, engatinhava e realizava transferências de sentado para 4 apoios, DNPM adequado para a IC. Já na 3ª consulta, com IC de 1 ano e 1 mês, andava com apoio e base alargada, em bipedestação mantinha tronco anteriorizado e apoio no abdômen, não arrastava móveis para frente em pé, não se mantinha em pé sem apoio nem por curtos períodos, andava pouco de lado, além de não dissociar efetivamente a cintura pélvica ao deambular, constatando ADNPM. Na 4ª consulta, IC de 1 ano e 6 meses, engatinhava, se colocava em pé, andava de lado com apoio, arrasta móveis, em ortostase soltava o apoio por curtos períodos e andava sem apoio com bases alargada, mas caia com frequência, mantendo o ADNPM. Nessa perspectiva, o ambulatório de pediatria se destina aos prematuros nascidos na instituição que são acompanhados até os 4 anos, oferecendo um atendimento multiprofissional. Conclusão: observamos que o seguimento dessa criança após a alta hospitalar tornou possível o rastreio dos atrasos motores, consequentemente, a fisioterapia foi capaz de promover a intervenção precoce, a fim de proporcionar ganhos nas habilidades motoras, orientar os familiares na estimulação domiciliar e encaminhar para o atendimento especializado na rede de saúde.
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Referências
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