SEGUIMENTO AMBULATORIAL NA SÍFILIS CONGÊNITA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Ana Paula de Souza Franco Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará
  • Labibe do Socorro Haber de Menezes Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará
  • Thaise Maria Oliveira Maciel Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará

DOI:

https://doi.org/10.5327.prmj.518

Palavras-chave:

Fisioterapia, Qualidade de vida, Assistência Integral à Saúde da Criança, Saúde-coletiva

Resumo

Introdução: A Sífilis Congênita (SC) é uma infecção de transmissão vertical que ocorre durante a gestação ou no parto, resultando em prematuridade, baixo peso, malformações congênitas e até o óbito. A sintomatologia inclui alterações ósseas, audiológicas, oftalmológicas, neurológicas e outras. Objetivo: descrever o impacto da sífilis congênita de uma criança em acompanhamento fisioterapêutico. Metodologia: trata-se de um relato de experiência da vivência em um ambulatório de janeiro a fevereiro de 2025. Resultados: G.G.S.S, sexo masculino, recém-nascido pré-termo (30 semanas de idade gestacional), adequado para a idade gestacional, muito baixo peso, parto cesáreo, APGAR 7/9, foi realizada ventilação por pressão positiva e intubação, apresentou tocotraumatismo em face e membros inferiores, internado na Unidade de Terapia Intensiva durante 35 dias, sendo diagnosticado com SC. Após a alta hospitalar no atendimento fisioterapêutico observou-se na 1ª consulta, com a Idade Corrigida (IC) de 4 meses, tônus normal, reflexos primitivos presentes, sorriso social, acompanha estímulo visual, controle cervical incompleto, senta com apoio e não vira-se para os lados, concluindo atraso do Desenvolvimento Neuropsicomotor (DNPM). Na 2ª consulta, IC de 8 meses, rolava, engatinhava e realizava transferências de sentado para 4 apoios, DNPM adequado para a IC. Já na 3ª consulta, com IC de 1 ano e 1 mês, andava com apoio e base alargada, em bipedestação mantinha tronco anteriorizado e apoio no abdômen, não arrastava móveis para frente em pé, não se mantinha em pé sem apoio nem por curtos períodos, andava pouco de lado, além de não dissociar efetivamente a cintura pélvica ao deambular, constatando ADNPM. Na 4ª consulta, IC de 1 ano e 6 meses, engatinhava, se colocava em pé, andava de lado com apoio, arrasta móveis, em ortostase soltava o apoio por curtos períodos e andava sem apoio com bases alargada, mas caia com frequência, mantendo o ADNPM. Nessa perspectiva, o ambulatório de pediatria se destina aos prematuros nascidos na instituição que são acompanhados até os 4 anos, oferecendo um atendimento multiprofissional. Conclusão: observamos que o seguimento dessa criança após a alta hospitalar tornou possível o rastreio dos atrasos motores, consequentemente, a fisioterapia foi capaz de promover a intervenção precoce, a fim de proporcionar ganhos nas habilidades motoras, orientar os familiares na estimulação domiciliar e encaminhar para o atendimento especializado na rede de saúde.

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Biografia do Autor

Labibe do Socorro Haber de Menezes, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará

Bacharel em Fisioterapia pela Universidade do Estado do Pará (1990), Especialista em Motricidade Humana pela Universidade do Estado do Pará (1998), Mestre em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará (2012). Doutora em Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Pará (2020). Funcionária Efetiva da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA). Fisioterapeuta da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Pará - HEMOPA.

Referências

LAURENTINO, A. C. N. et al.. Atenção à saúde dos parceiros sexuais de adolescentes com sífilis gestacional e seus filhos: uma revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, n. 5, p. e12162023, 2024. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/csc/a/n7Ksm8KNG6sXtWc9Cqtw9Wg/>. Acesso em: 08 de março de 2025.

ROCHA, A. F. B. et al.. Complications, clinical manifestations of congenital syphilis, and aspects related to its prevention: an integrative review. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 74, n. 4, p. e20190318, 2021. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/reben/a/VHkQjypb65Nq9jcKTTFpbhc/?lang=pt>. Acesso em: 08 de março de 2025.

PARÁ. Santa Casa tem ambulatório especializado para acompanhamento de prematuros (Andrade, Etiene). Agência Pará, 2021. Disponível em: <https://agenciapara.com.br/noticia/49114/santa-casa-tem-ambulatorio-especializado-para-acompanhamento-de-prematuros>. Acesso em: 08 de março de 2025.

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Publicado

15.01.2026

Como Citar

Paula de Souza Franco, A., do Socorro Haber de Menezes, L., & Maria Oliveira Maciel, T. (2026). SEGUIMENTO AMBULATORIAL NA SÍFILIS CONGÊNITA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA . Pará Research Medical Journal, 9(SUPL). https://doi.org/10.5327.prmj.518

Edição

Seção

Relatos de Experiência