Perfil sociodemográfico dos casos de sífilis em gestantes no período de 2019 a 2023 na região Norte do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.506Palavras-chave:
Gestante, sífilis, Norte, epidemiologiaResumo
Rafaella Nascimento da Silva Brito1, Avelyn Moreira Oliveira2, karllos Eduard dos Santos Dias1, Marcos Vinicius Cardoso Reis1, Mariana kondo Obara1, Josuelem Portela Castro1, Paulo Victor de Lima Reis3, Maria Francisca Alves Alves1.
1Universidade Federal do Pará.
2Universidade do Estado do Pará.
3Centro Universitário Metropolitano da Amazônia.
Introdução: A sífilis gestacional é um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente na região Norte, onde desafios socioeconômicos e desigualdades no acesso aos serviços de saúde impactam no diagnóstico e tratamento da infecção. Objetivos: Analisar os casos confirmados de sífilis em gestantes na região Norte entre os anos de 2019 a 2023. Material e Métodos: Trata-se de uma pesquisa observacional, do tipo transversal com abordagem quantitativa, baseada na análise de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo DATASUS, sobre sífilis em gestantes nos estados da região Norte entre 2019 e 2023. Os dados extraídos foram tabulados por ano e também variáveis: escolaridade, raça e faixa etária. A análise incluiu a distribuição temporal dos casos e variações regionais da incidência da sífilis gestacional. Resultados: Entre os anos de 2019 e 2023, a região Norte registrou 33.441 casos de sífilis na gestação, os estados que registraram maior número de casos foram o Pará, com 12.651 casos (37,8%), o Amazonas, com 8.652 (25,8%) e o Tocantins, com 2.912 casos (8,7%). A análise dos dados mostrou que a sífilis em gestantes na região Norte tem predomínio a baixa escolaridade, com destaque para o Pará 9.509 casos (75,2%) sem ensino superior e no Amazonas 6.939 casos com o percentual alto (80,2%), e atinge principalmente mulheres pardas, como no Pará 10.110 (80%) casos e no Amazonas 7.373 (85,3%) casos. A faixa etária com maior registro de notificação é a de 20 a 39 anos, representando 2.082 (71%) casos no Tocantins e 1.423 (69,6%) no Amapá. No entanto, há um número significativo de casos de adolescentes de 10 a 19 anos, com 3.537 (28%) registros no Pará e 884 no Acre (31,5%). Conclusão: A sífilis em gestantes ainda é um desafio na região Norte, em especial no estado do Pará 12.631, a qual afeta principalmente mulheres de baixa escolaridade 9.509, pardas 10.110 e na faixa etária de 20 a 39 anos 8.893, com alta incidência também entre adolescentes 3.537, reforçando a necessidade de ações direcionadas a esses grupos. A persistência desses padrões evidencia barreiras no acesso à saúde, reforçando a necessidade de ampliar o pré-natal, intensificar a testagem e fortalecer ações de prevenção para reduzir a transmissão vertical e melhorar os indicadores epidemiológicos.
Palavras-chave: gestante; sífilis; Norte; Brasil; epidemiologia.
Downloads
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde; 2020 [citado 2025 mar 9]. Disponível em: https://www.gov.br/saude.
Ferreira AW, Ávila SLM. Diagnóstico laboratorial das principais doenças infecciosas e autoimunes. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016.
Figueiredo DCM, Figueiredo AM, Souza TKB. Relação entre oferta de diagnóstico e tratamento da sífilis na atenção básica sobre a incidência de sífilis gestacional e congênita. Cad Saúde Pública [Internet]. 2020 [citado 2025 mar 9];36(3). Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00074519.
Bittencourt RR, Pedron CD. Sífilis: abordagem dos profissionais de saúde da família durante o pré-natal. J Nurs Health [Internet]. 2012 [citado 2025 mar 9];2(1). Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/enfermagem/article/view/3450.

