SORRISOS NOS RIOS: AÇÃO EDUCATIVA EM SAÚDE EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA EM BELÉM DO PARÁ - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.5327.prmj.504Palavras-chave:
Grupo com Ancestrais do Continente Africano, Grupos de risco, Educação em saúdeResumo
Introdução: É de conhecimento comum que a deficiência de acesso à saúde é um problema que afeta amplamente populações minoritárias, como as do campo, da floresta e das águas. Fatores como escassez de profissionais, localizações remotas e carências sociais podem impactar diretamente o estado de saúde e a qualidade de vida dos indivíduos desses grupos. Diante disso, ações voltadas para a promoção do acesso a atendimentos em saúde são essenciais para sensibilizar comunidades e contribuir para hábitos preventivos. Objetivo: Oferecer atendimentos de saúde para promover a prevenção, autocuidado e compreensão de temas em bem-estar para fortalecer a autonomia e a prevenção de disfunções. Material e Métodos: A ação educativa em saúde ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2025, na comunidade quilombola de Guajará-Miri, com os indivíduos que vivem nela. Foi realizada por profissionais da nutrição, enfermagem, medicina, odontologia, fisioterapia e alunos de graduação, organizada pela Organização Não Governamental (ONG) Sorrisos dos Rios. Foram realizados atendimentos e procedimentos de saúde com os participantes, bem como oferecidos materiais educativos e medicamentos gratuitos. Também foram ministradas atividades expositivas direcionadas aos moradores sobre os eixos profissionais presentes. Resultados: A ação auxiliou os moradores a acessar a assistência em saúde, bem como na compreensão e sensibilização acerca da importância de manter hábitos equilibrados. Observou-se receptividade e engajamento por parte da comunidade, permitindo comunicações que proporcionaram troca de saberes entre profissionais e os participantes. Conclusão: A ação educativa realizada trouxe benefícios consideráveis, abordando temas essenciais para a promoção de bem-estar e prevenção de malefícios à saúde na comunidade. Observou-se que a ação educativa não só ampliou a conscientização, mas também incentivou um ambiente de troca de saberes entre comunidade e profissionais, reforçando a necessidade de políticas públicas que ofereçam suporte contínuo e eficaz para populações quilombolas, promovendo autonomia e melhor qualidade de vida para este grupo.
Palavras-chave: Grupo com Ancestrais do Continente Africano; grupos de risco; educação em saúde.
Agências Financiadoras: sem financiamento.
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Referências
VALENTIM, L. de A.; COSTA QUARESMA, T.; LUIZ, O. do C. Diagnóstico de saúde em comunidades quilombola: revisão sistemática: Health diagnosis in quilombola communities: systematic review. Revista Cocar, [S. l.], v. 15, n. 33, 2021. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/4265. Acesso em: 7 mar. 2025.

